....sem essa, são só idéias jogadas que formam uma linha de raciocínio.
Quarta-feira, Setembro 24, 2008
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 7:19 PM
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 7:18 PM
Quinta-feira, Agosto 07, 2008
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:51 AM
O segundo álbum do Black Sabbath, “Paranoid”, será relançado no exterior contendo material raro. Duas versões chegarão às lojas. A primeira será em vinil duplo, a segunda em CD triplo.
O CD trará o álbum original, lançado em 1970, mais uma versão em áudio quadrafônico lançado em 1974, e um terceiro CD contendo seis versões instrumentais das músicas do álbum, além de outras duas com letras diferentes. O relançamento está marcado para o dia 29 de setembro.
O álbum “Paranoid” foi o único do Black Sabbath a chegar ao primeiro lugar na parada britânica. Considerado uma das obras-primas do grupo, o disco traz clássicos como “Iron Man”, “War Pigs” e a tenebrosa “Electric Funeral”.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:51 AM
Terça-feira, Agosto 05, 2008
John_Lennon_
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 10:22 AM
Foi apenas mais um domingo à noite em estúdio. 31 de março de 1974 para ser exato. John Lennon havia sido expulso de casa por Yoko, ele estava produzindo "Pussy Cats" de Harry Nilsson e fazendo um monte de coques. Stevie Wonder estava lá. E Paul McCartney apareceu.
Para possivelmente a primeira (e certamente última) vez desde os seus dias nos Beatles, os dois eram grandes, gravação canções na mesma sala. A maior parte dessas faixas tem um som realmente muito bom, especialmente quando Wonder assume a liderança no canto do medley "Cupid / Working for the Chain Gang / Take This Hammer".
John Lennon & Paul McCartney - A Toot and a Snore in '74
1. A Toot and a Snore
2. Bluesy Jam Session
3. Studio Talk
4. Lucille
5. Nightmares
6. Stand By Me (take 1)
7. Stand By Me (take 2)
8. Stand By Me (take 3)
9. Cupid / Working on the Chain Gang / Take This Hammer
John_Lennon_
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 10:21 AM
Sexta-feira, Agosto 01, 2008
A banda inglesa Oasis disponibilizou uma montagem em vídeo na internet com trechos de vários sucessos da carreira e com um trecho do primeiro ‘single’ do novo álbum. O vídeo tem o nome de “Dig Out Your Soul Trailer” e está disponível no YouTube.
O primeiro ‘single’ do novo álbum, “The Shock of Lightning”, só estará disponível na íntegra a partir do dia 29 de setembro, quando for lançado oficialmente no Reino Unido. O novo álbum da banda foi batizado de “Dig Out Your Soul” e o lançamento está agendado para 07 de outubro.
Para assistir o vídeo basta acessar o YouTube e procurar por “Dig Out Your Soul Trailer”. O endereço é www.youtube.com.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:51 AM
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
Achei demais essa mensagem,é para refletir.
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:43 AM
Quinta-feira, Julho 03, 2008
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:43 AM
OUTRO TIPO DE MULHER NUA.
... Depois da invenção do photoshop,
até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa,
basta uns retoquezinhos, aqui e ali.
Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente
seu estoque de gatas vertiginosas.
O que não falta é candidata para tirar a roupa.
Dá uma grana boa.
E o namorado apóia,
o pai fica orgulhoso,
a mãe acha um acontecimento,
as amigas invejam,
então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta
multiplicação de peitos e bundas.
Infelizes não devem estar,
mas duvido que algo que se tornou tão banal
ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje,
em ver uma mulher se despir de verdade...
Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente
e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias,
suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora,
que vacila, que fica linda sendo sincera,
que fica uma delícia sendo divertida,
que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa,
o que sente e o que pretende, sem meias-verdades,
sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas,
é o que nos torna humanas,
e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir
ao desnudamento de uma mulher
em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex,
mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que esperava-se com ansiedade a revista
que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo,
pra citar uma mulher que sempre teve mais
o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense,
estamos na era das mulheres coisificadas,
que posam nuas porque consideram
um degrau na carreira.
Até é.
Na maioria das vezes, rumo à decadência.
Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada
numa banca de jornal mas,
difícil por difícil, também é complicado
abrir mão de pudores verbais,
expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos,
o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:42 AM
Quarta-feira, Junho 18, 2008
Antes de mais nada, gostaria de salientar uma questão que para mim não é importante, mas que para muitas pessoas é (as que se apegam à rótulos e são dotadas de um extremo preconceito musical). Rotular o Rage Against The Machine como uma banda de "new metal" (associando-a assim à bandas como Korn, Limp Bizkit, Linkin Park, Slipknot, Coal Chamber, etc.) é uma afirmação equivocada e um tanto quanto injusta. Não querendo menosprezar tais bandas citadas, mas fazendu jus ao legado do RATM, o que se encontram nas músicas de Zack de La Rocha & Cia NÃO são vocais hora chorados/hora gritados (carregados de efeitos), intervenções eletrônicas, DJ's, timbres abafados de guitarra e letras que não dizem muita coisa. À começar pelo estilo "old school" de se fazer rock (uma guitarra, um baixo, uma bateria e um vocalista) o RATM se diferencia bastante da safra de novas bandas que surgiram nos EUA no início dos anos 90 (a partir de meados de 94).
O primeiro e auto-intitulado cd da banda foi lançado em 1992, dando um ponta-pé inicial na carreira meteórica, resultando em grandres turnês e shows que fizeram logo com que a banda saísse do anonimato (mas sem abandonar o underground) juntamente com bandas como Tool e Suicidal Tendencies (que também em nada se assemelham ao "new metal"). Um ponto polêmico da relativamente curta carreira da banda (que veio a encerrar as atividades após a saída do vocalista) foi o marcante posicionamento político militante e esquerdista do quarteto, que sempre ousou em letras recheadas de críticas ácidas, clipes e atitudes polêmicas que chegaram a deixar, sim, muita gente de orelha em pé. Mas ao mesmo tempo os cd's da banda eram distribuídos mundo afora por uma das maiores multinacionais do mundo (a Sony), a banda ganhava cada vez mais popularidade na MTV, e fez com que virasse uma espécie de "moda" utilizar a imagem do guerrilheiro argentino Che Guevara (uma espécie de "símbolo" da banda), estampando seu rosto em milhares de camisetas de jovens ao redor do mundo que mal conhecem o significado da estrela vermelha.
Controvérsias à parte, a realidade é que o histórico militante da banda foi, de fato, algo natural, que resultou, por exemplo, da influência familiar esquerdista do guitarrista Morello (seu pai era membro do Exército de Guerrilha "Mau Mau" o qual libertou o Kenya do comando inglês, e sua mãe é a membro-fundadora do grupo "Parents for Rock & Rap", uma organização anti- censura) ou da formação humilde, porém intelectual do vocalista Zack De la Rocha (seu pai, Beto de la Rocha, era um artista mexicano, membro do grupo político radical "Los Four") que inclusive já discurssou em uma comissão sobre os direitos humanos da ONU, em abril de 99. Não podemos deixar de admitir que esta foi uma significante contribuição ao fim do mito de que todo rockeiro é cabeça-de-vento.
Musicalmente falando, o que vamos encontrar em "The Battle of LA" são composições menos monótonas que as de seu antecessor "Evil Empire" (1996), porém menos criativas. O rap/rock/HC/metal praticado pelo quarteto, com influências que vão desde bandas como MC5, Minor Treath, Dead Kennedys a bandas como Rum-DMC, Cypress Hill e ROLLING STONES continua intacto. A voz de Zack de La Rocha está mais forte, porém em alguns momentos o disco descamba para a mesmisse, como em "Born as Ghosts" e "Voice of the Voiceless" que podiam ser perfeitamente excluídas do álbum e em nada afetariam a qualidade.
O guitarrista Tom Morello (que não chega a ser um virtuoso, mas um criativíssimo guitarrista) continua fazendo bonito, tirando sons totalmente inusitados de sua guitarra e seus já tradicionais riffs "pulantes" pesadíssimos, porém um pouco repetitivos. O baixo de Tim continua certeiro e a bateria de Brad Wilk, apesar de um pouco limitada, não decepciona. A faixa de abertura "Testify" é certeira, e é seguida de músicas fortíssimas e letras afiadas, como "Guerrilla Radio" (o primeiro single), "Calm Like a Bomb" (com uma guitarra retardada de Tom Morello) e "Born Of a Broken Man". A veia "rapper" de Zack se evidencia em "Mic Check" e "Maria", dois ótimos "rap-rockers".
Pra quem quer conhecer a banda é recomendável o primeiro (e melhor) cd, porém, se você já curte a banda ou se interessa pelo estilo, mas tem receio em comprar, pague sem medo.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:21 AM
Sabato, estóico e saudosista
É triste ler as reflexões de Ernesto Sabato sobre os nossos tempos em A resistência. Triste porque o volume curtinho (pouco mais de cem páginas), composto de cinco cartas e um epílogo, dá sinais de que a acuidade metafísica do escritor argentino, autor dos maravilhosos Sobre heróis e tumbas e O túnel, começa a caducar (ele nasceu em 1911). Sabato escreve sobre os homens hoje, desde as formas de se relacionar até os efeitos causados por televisão e internet, e compara-o com o homem de décadas atrás. O outrora angustiado e angustiante romancista, investigador dos lados mais sombrios da alma e classificado certa vez de Dostoiévski portenho, tornou-se um arremedo de estóico, um sub-Sêneca, um pastor que conclamou para si a responsabilidade de nos salvar. Nada errado no estoicismo; o próprio Sêneca é essencial para nos compreendermos no que temos de mais generoso. Sabato, entretanto, substancia seus argumentos com idéias ingênuas e saudosistas, dignas de redação de vestibulando.
Sua tese é a de que homem decaiu, sim. Virou um ser egoísta, pouco afeito à vida social e despreocupado com os outros. “Tragicamente, o homem está perdendo o diálogo com os demais e o reconhecimento do mundo que o rodeia”. A televisão apenas agrava a situação, roubando “a possibilidade de convivermos de forma humana”. Sabato também não vê com bons olhos os computadores: o monitor “logo será a janela por onde os homens sentirão a vida”. Já a globalização impõe às culturas “um padrão único para melhor se enquadrar no sistema mundial”. Para contrapor o cenário desolado, relembra sua infância, quando ia com a mãe buscar os ovos debaixo das galinhas. Eram dias em que as famílias eram mais unidas, os idosos respeitados. Ele começa as frases com “na minha época” (“expressões com certo ar arqueológico”, admite). Afirma que sabe que nem todas as pessoas eram valorosas, caso de Hitler e das ditaduras latino-americanas, mas a maioria era. Será que ele sabe? Será que a maioria era? Além de Hitler e dos militares latinos tivemos Stálin, Mao, Franco, Salazar, vários países massacrados no Leste Europeu. Fora os conflitos do Oriente Médio, a miséria africana. E mesmo uma democracia pode ser sanguinária – lembremos da ocupação norte-americana no Vietnã. E a crueldade que o homem pode atingir na vida pessoal? Os argumentos de que a sociedade era um conto de fadas há cinqüenta anos ainda enganam alguém?
Sabato, ao dividir o Bem e o Mal de maneira simplista, contradiz a sua própria obra. Juan Pablo Castel (de O túnel) e Alejandra Olmos (de Sobre heróis e tumbas) são fascinantes justamente porque neles o Bem e o Mal, o afeto e a insanidade, são indissociáveis entre si, impalpáveis. E não é que o escritor de hoje, imbuído de "esperança demencial", esteja errado. Seus conceitos estão corretos: precisamos mesmo de mais diálogo, mais paciência, mais tempo para sentar na porta de casa e passar um tempo livres do trabalho, sem pensar em nada. É verdade, a audiência é o “juiz supremo” dos programas de entretenimento. O problema é que seus pensamentos são incautos. Sabato reclama do absurdo de poucos ganharem muito e muitos ganharem pouco – ora, para constatar isso (ou que “a arte é um dom que repara a alma dos fracassos e desgostos”) não é preciso ser um grande pensador; ouvimos a frase em qualquer fila de banco. O homem é mais complexo do que um acordar bem humorado e fazer do mundo um lugar melhor apenas por sua vontade.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:18 AM
Profissão: escritor
Escritores registrados e com carteira assinada podem parecer um absurdo, produtos de uma atribulada trama de ficção científica, mas não estão muito longe de surgir às pencas Brasil afora. Está tramitando na Câmara um projeto de lei do deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) que prevê a regulamentação da profissão do escritor. O projeto, registrado com o número 4641/98, foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura da Câmara e, cerca de um mês atrás, rejeitado na Comissão de Trabalho, sob a alegação de que não existe uma profissão reconhecível de escritor. Agora deve ser encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Li o texto de Pannunzio, que é bem curto (é possível fazer o download aqui), e pedi, por e-mail, a três escritores brasileiros importantes que o comentassem: Milton Hatoum (Órfãos do Eldorado, Companhia das Letras), Sérgio Rodrigues (As sementes de Flowerville, Objetiva) e Antonio Fernando Borges (Memorial de Buenos Aires, Companhia das Letras).
Sérgio Rodrigues diz que não sabe o que os “escritores de verdade” têm a ganhar com isso. “O que pseudo-escritores ganhariam, por outro lado, é bastante claro: ganhariam um crachá, um carimbo, um passaporte para privilégios, cargos, posições”, afirma. A lei de Pannunzio, além dos escritores de literatura propriamente dita, abarca aqueles que publicam regularmente artigos de natureza literária ou científica, além de tradutores de obras literárias ou científicas. E, mais polêmico, diz o projeto que é escritor quem "seja autor de trabalho literário ou científico, mesmo inédito, que haja merecido prêmio ou menção honrosa em concurso promovido de forma pública". Milton Hatoum não concorda com a abrangência da lei. “Há escritores e escritores. Nem todos os autores de livros são escritores. Livros de auto-ajuda nada têm a ver com literatura”. Irônico, Antonio Fernando Borges exemplifica: “Um estivador de cais e um halterofilista também vivem carregando seus ‘pesos’ e ninguém tentou rotulá-los e enfiá-los num mesmo saco”.
Não é de hoje que se discute a literatura como profissão propriamente dita, que se converteria em fonte de renda e uma aposentadoria futura. O mito da inspiração, da genialidade que brota intuitivamente, já entrou em decadência há bastante tempo. “Tenho certeza de que, para escrever num nível estético elevado, a menos que você seja o Rimbaud, é preciso mourejar mesmo, trabalhar feito um louco”, declara Rodrigues. Pois os três autores não se deixam levar pelo romantismo: defendem e ressaltam, sim, o trabalho necessário para criar um texto literário de qualidade; apenas discordam que ele precise ser registrado, tanto que todos têm ou tiveram trabalhos paralelos à escrita – Antonio tem dado cursos, Sérgio é jornalista e Milton foi professor universitário até não muito tempo atrás –, e todos buscam maneiras alternativas de viver da literatura (através de palestras, participando de debates etc). “Não me sinto um profissional da literatura”, diz Hatoum, “mesmo porque uma pessoa pode publicar apenas um livro e ser, de fato, um grande escritor. Só me dediquei inteiramente à literatura aos 48 anos de idade”. Para Sérgio, “alguns dos maiores entre nós são – e fazem questão de continuar sendo – amadores radicais”.
O projeto de lei prevê diversos deveres e direitos dos escritores, a maior parte deles básicos e óbvios, como o direito de proibir a republicação de textos ou “impedir a distribuição ou comercialização da sua obra” devido a “incidentes que lhe (...) prejudiquem o renome ou direito moral”. Há, entretanto, um artigo inusitado, que prevê a isenção de qualquer tributação a prêmios literários (e eles pagam cada vez melhor, vide o Portugal Telecom e o recente Prêmio São Paulo). O autor de As sementes de Flowerville e do blog Todoprosa vê nisso uma vantagem, “mas uma vantagem descabida, um privilégio injustificável”. Borges diz que o “controle social anda de mãos dadas, no Estado moderno, com a arrecadação progressiva e sufocante de impostos”.
Ainda quanto à essência governamental que possa existir no projeto, Rodrigues enxerga nele a “sanha reguladora e cartorial que é um traço marcante da cultura brasileira”, enquanto Borges reclama que “sob a capa do benefício social, o Estado vai cerceando as liberdades individuais”. Hatoum encerra a discussão: “não gosto de nenhum tipo de tutela”.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:17 AM
Terça-feira, Junho 17, 2008
O grupo Metallica anunciou através do site oficial o título do tão aguardado novo álbum. Durante alguns dias foi aparecendo no site uma imagem com algumas letras sem sentido, mas finalmente apareceu o título “Death Magnetic”.
Este será o décimo álbum de estúdio na discografia do grupo, incluindo o álbum de ‘covers’ “Garage Inc.”. Após as severas críticas dos fãs mais antigos em relação aos últimos três álbuns, “Load”, “Reload” e “St. Anger”, a banda pretende com o novo disco “voltar às raízes”, como já declarou o baterista Lars Ulrich.
“Death Magnetic” está previsto para chegar às lojas de todo o mundo em setembro, logo em seguida o grupo deve anunciar uma extensa turnê mundial.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:19 PM
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Num mundo como esse como ser forte e sozinho?
“É preciso que se faça ouvir a voz dos vencidos da história”
Walter Benjamim
“Nós somos projetos e por isso precisamos de liberdade e de espaços abertos”
Heidegger
“Contra a intolerância dos ricos e a intransigência dos pobres a exuberância dos livres”.
“Eles me enxergam onde eu não estou, atiram onde eu não sou, e o tiro não me mata”.
Eugênio Bucci
No domingo de uma noite chuvosa, depois de uma sessão de cinema, após um ano de ausência volto a escrever aquilo a que dei o nome de Caleidoscópicas, Crônicas da Internet. Por que parei tanto tempo; como consegui estar em outro lugar e não aqui; onde me assaltaram outros movimentos; de quais entretenimentos precisei me incumbir. Não sei, só sei que enquanto as Crônicas de Narnia rolavam na tela do cinema, um outro enredo parecia desenrolar o meu pensamento de modo que, onde antes só havia um vazio, agora eu encontrava um lugar. “Preciso aprender a deixar a mente em repouso”, pensei, “informação demais pode levar a um esgotamento mental. Será essa a razão da enxaqueca monstruosa dos últimos dias”, eu me perguntava, já prevendo a resposta.
O que nos conecta? O que nos separa? A sensação de isolamento só persiste quando não nos permitimos ser tocados por alguém. Pelas palavras de alguém. Quando sentimos que nada, nem ninguém será capaz de dar conta, de entender o nosso ponto de vista. Quando nos sentimos isolados no nosso modo de entender o mundo. Mas aí acontece o inesperado. Alguém consegue furar a barreira de isolamento e nos tirar de nós mesmos; e consegue isso, porque tenta entender o que sentimos. Alguém que se propõe a sair de si mesmo e escutar o outro. Alguém que reconhece a dor e a razão do outro. Alguém principalmente que diz: “me machuca ver você assim. Quando você sofre, eu sofro também.” (It hurts me too - Bela canção de Bob Dylan, especialmente na gravação de Karen Dalton)
Se você tem alguém com quem partilhar a vida nesse nível de intimidade, mesmo que não seja da sua família, um amigo, ou amiga, com quem você pode se abrir e conversar, você tem tudo. Basta um só amigo, em apenas um bom encontro, ou um telefonema no fim da noite, pra mudar a sua energia e fazer a alquimia; pois o isolamento só sobrevive no isolamento. Quando saímos dele toda a sua força se esvai.
Um brinde à amizade. A cumplicidade da amizade. Ao efeito sadio das pequenas confissões. Vamos investir mais nos encontros. Ver menos tv. Trabalhar menos. Ser menos máquina. Mais humano. Mais coração. Menos ciência exata. Mais emoção. Mas não a emoção barata do sentimentalismo covarde; das chantagens emocionais; da vitimização; do amor servil. É preciso saber cultivar e fazer crescer as verdadeiras amizades. São elas que dão sentido à vida, que só vale a pena ser vivida se puder ser compartilhada.
Eu proponho então que façamos um brinde às boas amizades. Vamos nos embebedar de sentido, nos entorpecer de conteúdo; gerar textos que nos façam tecer uma rede de resistência; uma rede de proteção à frieza e indiferença estudada de um sistema que todos os dias, invade, isola, exclui, corrompe e destrói os nossos sonhos. Só com a nossa capacidade de imaginar uma realidade diferente é que temos a chance de mudar o que esta aí. Para isso, basta apenas uma conversa entre dois amigos. Dois amigos são uma pequena célula de resistência. Uma pequena célula revolucionária. Quando foi mesmo que deixamos de acreditar nisso? Por que é que no auge da ditadura os regimes autoritários impediam as pessoas de se reunirem? Pois agora, não há nada aparentemente visível que nos impeça de estarmos juntos, de falarmos uns com os outros. No entanto, isso nunca foi tão difícil. Você já se perguntou por quê ? Por que vivemos num sistema em que nos comportamos como anêmonas, independentes fisicamente, porém igualmente descerebrados, despossuidos do nosso corpo e do nosso desejo, a serviço de um mundo maquinico que se reproduz através de nós? Parece ficção científica e é. O futuro é agora. Você é vivente ou humano?
Só tem direito de se nomear humano aquele quem tem a coragem de ser livre. Isso me lembra o super-homem nietzscheniano, e um pouco também, o andróide de Blade Runner, de Ridley Scott. A propósito, Nietzsche lutou a vida toda contra dor de cabeça, que ele dizia ser uma espécie de dor de parto, o conflito que se dava dentro dele entre as forças ativas e passivas. Zaratustra nasceu de dores insuportáveis.
Pensando nele, chego a Foucault e ao biopoder. Esse poder que se reproduziu e se instalou em todas as instâncias das nossas vidas e dos nossos corpos. E me dou conta que é contra esse inimigo oculto dentro de mim que eu luto; contra o que há de servil, passivo e omisso dentro de mim. O que eu ainda não sabia é que essa batalha não pode ser ganha sozinha. Para enfrentá-la é preciso amigos, aliados, companheiros; e não, analgésicos, drogas e gadgets. Contra a servidão voluntária é preciso criar uma nova configuração do humano. Mas isso dá trabalho. É preciso ser criativo. E ser criativo hoje é persistir no esforço de superar a intolerância; no esforço da comunicação; no esforço do encontro e da amizade; pois “a intolerância é a tragédia do não diálogo”. (Eugencio Bucci no Ciclo de conferências Vida Vício e Virtude - ABL RJ.)
Talvez um pouco por isso eu venha procurando na filosofia, mais do que em qualquer outra disciplina, o diálogo que não encontro em outras instâncias da vida, inclusive na expressão artística, um campo onde o discurso passou a reproduzir a lógica de um sistema impregnado de formas viciosas e repetitivas.
Por isso, temos o dever de desconfiar. Unirmos-nos pra desconfiar. Unirmos-nos pra conspirar contra aqueles que reproduzem o discurso chapado da imagem; as narrativas e os gestos que representam à violência e tiranizam o imaginário. Como disse Eugenio Bucci: “num mundo onde reinam as imagens e o nosso conhecimento é inadequado, tudo tem que ser unívoco; bidimensional; certo; raso; fácil; direto; sem contradições; é da natureza da imagem ser chapada; por isso tudo tem que reproduzir a lógica binária das máquinas. Ser anjo ou demônio; bem ou mal; tudo precisa dizer o que é e o que está fora”.
Num mundo como esse como ser forte e sozinho?
Como nos lembrou Marcelo Coelho, em uma palestra sobre Amizade, ou teria sido Bucci, na conferencia sobre Intolerância, não importa: “a luz que se acende nos encontros é a única saída possível, porque o entendimento não é algo que se constrói sozinho, mas no confronto e no diálogo com o outro e no embate das diferenças. A razão é produto da interlocução.” É ela que nos faz verdadeiramente humanos e não anêmonas.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:31 AM