....sem essa, são só idéias jogadas que formam uma linha de raciocínio.
Segunda-feira, Março 26, 2007
JORNAL DO ESTADO - COLUNA OPINIÃO - HENRIQUE MORGANTINI
Considerações acerca de um reles farsante
Cartão vermelho não a ele, Celso. Mas à sua completa falta de importância no cenário político e administrativo de Anápolis
Aos 29 anos ainda não descobri uma série de coisas sobre a minha própria existência. Das mais complexas às mais simples e ululantes, sempre há dúvidas. Em situações em que me sento para escrever como o faço agora, sempre fico na cantilena duvidosa se sou corajoso demais ou se sou simplesmente um imbecil. Os dois extremos se unem quando reflito sobre a minha incapacidade de me esconder por detrás das palavras. Eu não sei escrever por linhas e linhas sem dizer a que vim, ou sobre quem escrevo. Acho, ainda, que todo exercício de grande coragem não passa de uma sublimação da imbecilidade. Mas aos 29 anos já aprendi que entender os próprios defeitos e limites é fundamental.
E este artigo é sobre um advogado e atual secretário particular (?) do prefeito de Anápolis. É sobre um homem chamado Afonso Celso Teixeira Rabelo: um arremedo de cidadão, um farsante.
Posto isto desde já, vamos às explicações.
Em artigo assinado e publicado em um jornal da cidade, denominado Contexto, o advogado discorreu sem citar nomes sobre um "certo cartão vermelho" em um "certo canal de televisão da cidade", um canal "comunitário". Se sobrou covardia ao autor para citar nomes e situações, faltou em inteligência porque o caminho que ele não quis apontar foi apontado claramente. Afonso Celso conectou palavras e pequenos ensaios de uma agressividade de jardim de infância, na defesa de uma coisa inexistente e ¿ sobretudo ¿ partiu ao ataque contra o que considera "jornalismo de oposição".
Cabe aqui explicar do que ele tentou falar. No programa Câmera Aberta, no qual eu participo ao lado dos jornalistas Flávio Mobaroli e Marcos Vieira, que vai ao ar às quartas e sábados na TV Anápolis ¿ emissora comunitária ¿ temos por costume distribuir cartões, seguindo a lógica das cores verde, amarela e vermelha. Em um dos programas, este trio selecionou dar cartão vermelho e "mandar ao chuveiro" o Concema ¿ Conselho Consultivo do Executivo do Executivo Municipal de Anápolis.
Tudo por conta de uma carta aberta publicada pelo referido conselho em que o grupo decidira dar um puxão de orelha nos políticos de Anápolis e demais lideranças que deveriam ajudar Anápolis e não o fazem. No texto, parece que a cidade mantém iridescente a sua capacidade gestora. Tudo é muito belo. A única dificuldade está na falta de apoio de quem está fora do Executivo. Uma miopia tão grande que merece até uma releitura, diante do absurdo que se trata. O material foi veiculado no mesmo jornal que Celso usou para fantasiar-se de paladino.
Na Câmara Municipal de Anápolis, vereadores como Sírio Miguel e Amilton Batista criticaram abertamente o conteúdo da mesma carta aberta. Como disse: tamanho o absurdo das considerações. Um vereador é de oposição, outro, ex-líder do prefeito, o que dá o tom da imparcialidade e gravidade da situação.
Dado o cartão vermelho, Afonso Celso tomou-se de incrível motivação para fazer alguma coisa. A mesma motivação que talvez lhe falte para trabalhar pela cidade de Anápolis. Ele não o faz. Ele apenas cumpre seu papel de pajear ao prefeito, seu amigo de longa data. Todas as vezes em que Celso aparece na mídia é para fazer defesas intransigentes e quase sempre atabalhoadas da administração municipal. E quase sempre o que ele vaticina não dá certo.
Entre as clássicas de Afonso Celso está a crítica feita através de veículos de comunicação dando conta de que "a Justiça errou". Isto deve prejudicá-lo não somente como cidadão cuja sanidade mental aparentemente está em ordem e passa a ser questionada livremente, quanto na sua profissão de advogado, que insistia em dizer que "promotor, juiz e desembargadores (isto mesmo, no plural)" estavam todos errados. Celso se coloca pateticamente quixotesco, querendo lutar contra os mais impossíveis fatos e provas. Fica em suspeição seu futuro profissional. Ele não parece ter muito que fazer enquanto militante do Direito, tendo em vista que vai ser difícil depois desta exposição como um adivinho às avessas dos pensamentos jurídicos, que alguém lhe entregue uma ação. Ficou claro que em se tratando de Justiça, o que ele entende mesmo é de bajular o chefe.
Mas foi este tipo de indivíduo que resolveu, portanto, defender o Concema. O Concema é formado por médicos e empresários de renome na cidade. Algo como uma estante-cristaleira da vovó, em que lá existem peças antigas, até cobiçadas, mas tão inatingíveis no dia-a-dia que fica até difícil saber em determinado momento para quê que elas servem efetivamente. Alguns destes nomes que compõem o Concema foram os mesmos que ajudaram política e financeiramente a eleger o atual prefeito, Pedro Sahium. Portanto é responsabilidade (culpa) deles que Sahium seja hoje o grande líder político da cidade. Por conseguinte, em sendo assim, nada mais justo que todos se unam na tarefa hercúlea de salvar o prefeito. E nada mais injusto que colocar a culpa dele nos ombros dos outros. Mais uma vez: por esta atitude, cartão vermelho.
Mas Afonso Celso não se conformou.
Chateadíssimo e com tempo de sobra (mais de uma fonte garante que o horário de "trabalho" do secretário, com salário superior a R$ 6 mil, se resume em tomar um café, ler os jornais e conversar com o prefeito. Tudo isso quase sempre pela manhã, bem entendido), Celso decidiu lançar-se à escrita e à ameaça. Ele inicia seu arrazoado defendendo o que considera um manifesto de amor à cidade. Não seria amor próprio? Porque o que fica claro é que os "concemas" não fazem mais do que tirar o alvo do peito do prefeito e colocar no peito dos outros. Em sendo alguns deles responsáveis pela ascensão de Sahium ao cargo de prefeito, eles nada mais fazem que defender a própria pele. "Quem pariu Mateus, que o embale".
Depois, Celso exalta o sobrenome dos ilustres e deslinda os nomes pomposos, como se isto valesse mais no mundo da cidadania que certamente ele não vive. Os sobrenomes importantes e os grandes arrecadadores, pelo menos na prática do bom jornalismo, valem em peso, medida, cheiro e aspecto o mesmo que o cidadão que nada tem a oferecer de vultuosidade financeira, mas arca corretamente com suas competências e compromissos. Afonso Celso não sabe nada de cidadania e decência no trato da coisa pública. Senão, vejamos:
Foi ele quem empregou o próprio filho no Instituto de Seguridade Social de Anápolis e depois o colocou à disposição do gabinete municipal. Tudo isso com um detalhe, talvez para ele quase imperceptível e lúgubre: o filho morava o tempo todo de sua nomeação e "trabalho" nos Estados Unidos. Mas recebia como se trabalhasse. Grande exemplo. Sírio Miguel, vereador, sustenta esta denúncia aos quatro ventos e até colegas secretários de Celso confirmam a procedência desta imoralidade, desta ilegalidade.
Só isso. Está bom ou precisa de mais? Certamente o Concema ¿ se tomou conhecimento da defesa do jurista Celso ¿ de estar envergonhado de ter arrumado ¿ à mercê da sorte ¿ um defensor com este brilho.
Mas continuando no arremedo de artigo de Afonso Celso.
Ele diz em tom superior e ameaçador que iniciou "um instigante estudo sobre o que vem a ser uma TV comunitária". Para isso, Celso fez algo que deveria ter feito antes de emitir opiniões tendenciosas e fantasiosas sobre a Justiça goiana: consultar as leis brasileiras. Afonso Celso Teixeira Rabelo não quer outra coisa senão ensaiar uma pressão frente a um veículo de comunicação que pratica o que ele considera um "jornalismo de oposição", ou seja, um jornalismo que mostra o que acontece indiscriminadamente no município: problemas com infra-estrutura, com ações sociais, com logística de operação nas ações em Saúde, com dificuldades de manter a transparência das contas públicas, com condenações e demais imbróglios com a Justiça.
Também mostras as coisas boas e realizações positivas nas pastas do município. Como citei: indiscriminadamente.
Afonso Celso faz parte e é responsável pela gestão política (?) de uma administração cassada. Em duas instâncias. Somente ele não se deu conta disto. Portanto, este meu artigo serve para alertá-lo e poupá-lo de mais constrangimentos futuros. Aqui, a ele, repito:
Afonso Celso, a administração do seu chefe foi cassada. Cometeu crimes, é lesiva à população. (Duvido que ele entenda do que é ser lesivo ao povo, já que ele quis colocar o povo para sustentar seu filho em outro país, mas aqui faço a minha parte).
Portanto, a mando de seu chefe, ele iniciou o instigante estudo não sobre como arrecadar mais impostos, como não deixar que medicamentos faltem aos doentes de Aids como acontece hoje em dia, não sobre como é possível minimizar as crateras que engolem carros e casas ao longo do município, como na Rua Oriente. Afonso Celso não está nem aí para a cidade e seu povo. Ele quer usar o difuso brilho de sua mente para fazer o trabalho sujo do prefeito. Além de carregar a sua pasta e arrumar sua mesa de trabalho, ele ainda se presta a tentar oprimir um canal de TV e seus jornalistas.
Isto porque este canal de TV mostra o que acontece com a cidade com a administração ¿ cassada ¿ que ele participa. Ele considera isso "jornalismo de oposição", como mostra seu texto.
Assim, insiro por conta própria neste rol de "jornalismo de oposição" veículos e nomes, como este Jornal do Estado, Rádio São Francisco e Rádio Manchester, para citar alguns que costumam mostrar ¿ tal qual acontece ¿ os desdobramentos sociais, políticos e administrativos da cidade. No mesmo espaço onde ele escreveu o seu artigo opressor e em defesa dos colegas conselheiros, há um artigo de Jairo Mendes, radialista do Bate-Rebate, programa matinal da Rádio São Francisco. O título é "Administração de botequim". Certamente Jairo Mendes deve ser um dos ícones deste "jornalismo de oposição". Jairo é isto mesmo. É desta gente que insiste em mostrar a cidade como ela é. Sem rodeios, maquiagens e, sobretudo, sem mentiras. Insiste em ser claro e transparente e é capaz de elogiar e criticar na mesma intensidade. Isto, em certas cabeças, deve ser crime.
Cabe aqui um rápido parêntese. É esta emissora de TV que Afonso Celso contesta e afirma ser "de oposição" ou tendenciosa que foi agraciada com uma mensagem do legislativo anapolino em congratulações pelo "excelente trabalho desenvolvido no município, dando ênfase à divulgação de importantes matérias, sobretudo voltadas ao interesse da sociedade anapolina". Este é o texto da mensagem. Data do dia 14 de março deste ano, foi proposta pela vereadora Dinamélia Ribeiro e foi aprovada por unanimidade. Atenção: unanimidade. Até os vereadores governistas aprovam o que faz e mostra a TV Comunitária de Anápolis.
Como sempre questiono a capacidade de entendimento deste cidadão Celso, vou repetir o teor para que fique claro. Por favor, demais leitores, podem pular o parágrafo abaixo:
Congratulações pelo "excelente trabalho desenvolvido no município, dando ênfase à divulgação de importantes matérias, sobretudo voltadas ao interesse da sociedade anapolina".
Pronto.
Este secretário particular não sabe o que acontece na cidade e com seu povo porque certamente não vive nela. Não sai à rua. Em seu texto ele tenta reverter o cartão vermelho numa tentativa frustrada de promover a figura de linguagem denominada "ironia". É triste ver um assessor pago pelo povo tentar usar ironia enquanto a cidade se dissolve nas mãos dele e do seu chefe. Ele quer ter a grande sacada quando na verdade deveria ter vergonha de não arregaçar as mangas e sair ao trabalho, como fazem Marisa Espíndola ou mesmo Fábio Maurício. Este último, aliás, que dá a cara para bater e se expõe a situações incrivelmente negativas e constrangedoras, mas que sabe da necessidade de fazer isso: afinal, ele quer o bem da cidade. Mire-se, Celso. Aprenda com Fábio Maurício.
O cartão vermelho que ele quer dar aos participantes do "Câmera Aberta" já foi dado. E foi a ele e à sua intrépida trupe de trapalhões municipais. Gente que deixa remédio faltar porque "esqueceu" de ir buscar em Goiânia o material. Não é ironia minha ou hipótese, não. Aconteceu esta semana, confira o noticiário. Isto aconteceu com doentes de Aids, que ficaram sem remédio. Mas o diretor administrativo "prometeu" que isso não vai acontecer. Só falta prometer castigo e joelho no milho. Quanto profissionalismo e atenção.
Quem deu este cartão vermelho não foi somente o povo que confere ao Governo Sahium a marca superior a 65% de desaprovação, de acordo com pesquisas realizadas em setembro do ano passado e devidamente registradas. O cartão também foi dado pela Justiça ¿ novamente ¿ em duas oportunidades: aqui em Anápolis e no Tribunal de Justiça. O cartão foi mostrado por cada cidadão que se sente desmotivado a pagar impostos porque não tem seus direitos civis atendidos e ainda é obrigado a assistir de camarote a desvios de Fundef, irregularidades na construção muitíssimo mal explicada de boxes do Mercado do Produtor, e demais assuntos abordados numa CEI.
Afonso Celso não sabe de nada do que acontece nesta cidade. Apenas sabe abaixar a cabeça para sobrenomes diferentes e de grande geração de PIB. É um arrumador da sala do prefeito. Como analista jurídico e social é esta lástima que emprega o filho ausente.
E saiba que os veículos de comunicação ele não vai calar. Estes que insistem em ser da "oposição", ele não vai calar. A mim, numa perspectiva bem pessoal, ele só cala por "susto, bala ou vício", como cantou o poeta. Que se sinta à vontade como melhor lhe convier. Do contrário, nada feito. Nasci vacinado do temor da covardia cujo expediente Afonso Celso acha que sabe usar ao imaginar que pode constranger ou calar ao citar um punhado de leis que ¿ confesso ¿ as sei de cor, talvez melhor do que ele que vive, em tese, delas.
Ao questionamento que ele fez, não cabe qualquer rastro de explicação ou esclarecimento. É o manifesto de um covarde. E a Providência deu-me ainda não sei se por sorte ou azar o desprovimento da covardia. Nasci sem este medo da opressão, como já citava sobre si próprio Juscelino Kubitschek. Consulte a História.
Nesta trajetória que estamos todos inseridos, há vários tipos distintos de cicatrizes. Há os que, como eu, ostentam o peito marcado pela luta frontal e injusta contra estas mazelas e desmandos políticos que fazem o povo ser mais triste, mais sofrido e muitas vezes sucumbir. Há os que, no jornalismo mesmo, trazem marcas nas costas, das recorrentes vezes em que correm para se esconder debaixo da cama e lanham-se. Fazem isso para se esconder do compromisso social e moral de denunciar, gritar e mostrar o que há de errado. Alimentam-se das rações vindas dos bolsos e cofres públicos.
E há aqueles que guardam dentro da própria boca as suas feridas e cicatrizes. Eles trazem estas marcas na língua, oriundo do gesto recorrente e quase automático de raspar sua língua nos coturnos, lamber botas e sapatos caros de seus ídolos, fazendo deles a coisa mais importante de toda a existência e se esquecendo que é preciso respeito antes de tudo. Aliás, antes de tudo mesmo, é preciso respeito-próprio. Nesta terceira categoria encontra-se Afonso Celso Teixeira Rabelo que se desdobra e reinventa para agradar o dono da pasta que ele carrega. (Ainda segundo disse o vereador Sírio Miguel em sessão plenária, Afonso Celso serve para "pegar fila em lotérica e lavar o carro do chefe. Essa é a função do secretário particular").
Cartão vermelho não a ele, Celso. Mas à sua completa falta de importância no cenário político e administrativo de Anápolis. A cidade sem ele vai mal. Com ele nos palpites e pitacos a cidade se destrói. Afonso Celso é isso: não passa de um farsante que finge ter qualquer importância no dia-a-dia político de uma cidade importante como Anápolis.
E pensar que tem gente que acredita nisto.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:26 PM
Terça-feira, Março 20, 2007
BIG BROTHER.
O reality show Big Brother 7, exibido diariamente pela Rede Globo de televisão, vem trazendo à baila algumas discussões bem interessantes sob o aspecto da visão que o público tem dos personagens reais, à medida que assiste à compilação de imagens levada ao ar pela emissora. Bem e mal nunca estiveram tão presentes nas discussões em torno de quem deve vencer a disputa pelo prêmio de R$ 1 milhão. Esta edição, alvo de duras críticas por setores especializados da imprensa, começou com baixas expectativas de audiência e participação. A escolha dos participantes, pelos critérios da estética e dos estereótipos que alguma pesquisa pode ter mostrado como ¿vendáveis¿, estava no alvo do bombardeiro feito pela crítica especializada.
A questão que se mostrou nítida ao longo das semanas de exibição é que nunca se reuniu tanta gente vazia, mesquinha, ¿plastificada¿ e insossa numa só edição. Em meio ao desfile de músculos, caras, bocas e bundas, a edição do programa foi tentando emplacar suas novelinhas sem nexo. Numa sacação a partir da leitura das edições anteriores pseudocasais foram se formando. Afinal, é bom para o jogo e na sua lógica frágil, alguns participantes imaginaram que formando casais conseguiriam atrair os olhares e as preferências. Carol, uma das mais fracas participantes, deixou isto claro para as amigas após a saída do mineiro Bruno. Tentou formar com ele um casal, que não vingou, de olho em como isto poderia lhe garantir sobrevida no jogo. A suposta homossexualidade de Analy, e seu envolvimento com Fani, também não passou de algumas tentativas de edição mais ¿picantes¿. Nada disso colou.
E eis que em meio a tanta bobagem, a crueza de sentimentos mesquinhos foi a saída para alavancar a audiência. Mostrar Felipe Cobra (onde encontraram esse poço de rudeza, grosseria, machismo e preconceito?) fazendo pacto de sangue, armando complôs e denegrindo a imagem das meninas abriu um leque de possibilidades. Nesta mesma linha, um mineiro quieto, que definitivamente não se encaixou no típico ¿cowboy¿, salvou a audiência do programa. Com suas armações e maquinarias, liderou a preconceituosa Analy, a vacilante Carol, a ensimesmada Bruna, o instável Airton e de quebra levou Fernando numa cruzada contra o que a própria Globo batizou de ¿Triângulo Amoroso¿ ( pura jogada de marketing).
Como resultado, a mais autêntica das participantes, Irislene Stefanneli foi à arena três vezes, para indignação de um público que chegou ameaçar boicote ao vê-la na berlinda com seu affair, Diego Alemão. Finalmente os brasileiros se reconheciam em alguém. Na sacoleira lutadora, sincera ao extremo, que não conseguia conter o que queria dizer, nem mesmo para evitar prejuízos à imagem. À custa de supressões e muita trilha sonora, a emissora deu seu empurrãozinho para tornar o loiro Diego Alemão, do grosso que levou um fora numa festa e xingou a mocinha, em galã defensor das fracas e oprimidas. Justiça seja feita: o playboizão mostrou que tem alma e sentimentos, e foi salvo por Íris de ser mais uma passagem insossa pelo programa. E deu ele no paredão de 57%.
Escolhidos os heróis pelos próprios ¿bandidos¿, havia que carregar nas imagens de mau de Alberto, Negão e cia. Volto a dizer que nunca houve tanta gente vazia numa edição só do BBB. O próprio Airton disse a um exagerado e quase insuportável Bial que sabe que não tem muitas chances de levar o prêmio por não se considerar carismático, nem popular. E está fazendo o que então, num programa destes? Relendo as notícias dos sites de fofoca sobre a reação da família de Alberto, que não assiste mais ao programa, fica a pergunta: será que ele é tão ruim assim?
A verdade é que o público elege seus preferidos, sem dúvida alguma, sob a influência da edição. E Alberto salvou a audiência do programa ao mostrar claramente, e cruamente como é, como pensa e como age quem passa por cima de tudo para se dar bem. O Brasil pode até gostar do tipo cafajeste, que leva a melhor no final, mas não viu no ¿Cowboy¿ este perfil. Ao contrário, se encantou com o romance da sacoleira e do surfista. Romance sem beijo! Também se indignou contra as armações de quem não floreia para mostrar que está aí para ganhar, custe o que custar. No fim das contas, tenho que concordar com o ex-campeão Dhomini, que disse numa entrevista que a campeã do BBB& é Íris. Saiu amada pelo público, e sua presença causa frisson, em qualquer lugar onde vá. Pelo andar da carruagem, o ¿justiceiro¿ Diego deve ganhar R$ 1 milhão. Mas defendo, aqui, que a Globo junte as moedinhas que sobrarem de sua participação no faturamento das teles que contabilizam os votos. Juntem uma grana boa e paguem o Alberto. Sem ele, não haveria audiência para esta edição do BBB7. Bom ou mau, ele salvou esta edição do jogo.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:58 PM
Quarta-feira, Março 14, 2007
Álbum A revolução dos sargentos pimentas
Sgt Pepper´s, dos Beatles, é marco na história do rock e completa 40 anos de insuperável modernidade.
Há exatos 40 anos, no estúdio Abbey Road, uma banda entrava literalmente em parafuso. Os quatro rapazes que integravam os Beatles resolveram dar um fim aos boatos de que a banda tinha chegado ao fim. Para isso, resolveram gravar Sgt. Pepper¿s Lonely Hearts Club Band. O disco seria a paródia de uma banda fictícia, comandada pelo Sargento Pimenta e os Corações Solitários. Cansados da fama e da superexposição, após anunciarem o fim dos shows do grupo, os quatro músicos decidiram tirar sarro do público, indústria, e do próprio produtor George Martin.
Entre 6 de dezembro de 1966 e 1º de abril de 1967, eles se enfurnaram no estúdio. Rezaram o pai-nosso da nova tecnologia e desbundaram na superprodução de um superálbum do rock. Neste ano, em que se completam quatro décadas do lançamento do disco mais festejado dos Beatles, surge uma hipótese cada vez mais presente: eles deram uma chave-de-braço no rock. Fizeram tudo o que poderia ser feito e, por isso mesmo, sentenciaram as bandas atuais ao ostracismo. Anteciparam a imaginação dos músicos de décadas posteriores.
Cinco anos antes, com Please, please me, eles já tinham feito o mesmo com a música pop, quando inventaram o discurso da nova música radiofônica para adolescentes ¿ o estilo she¿s love you, yeah, yeah, yeah.
Infelizmente, por mais que tentemos encontrar ícones ou grandes músicos nas revistas especializadas, nada na atualidade supera Sgt Pepper¿s. A influência dos Beatles é soberana na maior parte dos departamentos da música popular. E a gravação deste disco aniversariante invade até mesmo outras gavetas, seja da world music ou da sinergia psicodélica do rock progressivo.
Sgt. Pepper¿s Lonely Hearts Club Band é o oitavo álbum lançado pela banda britânica. Surge depois de Revolver, uma minirrevolução de loops, dissonâncias e críticas contra o sistema.
Pepper¿s foi gravado em 129 dias, com pouco mais de 700 horas. Seis dias depois de lançado, Jimi Hendrix cantava a música tema em seus shows pela Inglaterra. Foi uma bomba de Hiroshima na cabeça da lisergia setentista inglesa. Os Estados Unidos eram uma grande ¿Disneylância¿ e demorou alguns dias para entender do que se tratava. Na Inglaterra, as pessoas se reuniam para escutar o disco e tentar encontrar alguma ¿mensagem¿. Oxford abriu uma cadeira para estudar o álbum. Os artistas plásticos ficaram de queixo caído com a plasticidade das canções e capa.
De forma prática, Pepper¿s é inovador numa série de fatores: da técnica de gravação ao elaborado design de capa. A música tema (Sgt Peppers...) tem duas variações, o que se revela inédito para a época. A música A Day in The Life une dois tons, uma sessão de corte no piano e um apito de relógio-despertador ao fundo. É também uma colagem de reportagens e sonoridades que não tinha sido feita antes ¿ impensável para os músicos da época, pouco afeitos a explorar o estúdio de gravação como se fosse um instrumento musical.
Curiosidades do disco
Em She¿s leaving home, John e Paul cantam acompanhados por músicos eruditos. A música é a história de uma jovem que foge de casa. Alguma relação com a temática da Legião Urbana de Pais e Filhos?
Within you without you é uma canção-chave de George Harrison, composta na linguagem indiana. A música trabalha o conceito de mantra e ¿desarmonia¿ da harmonia. O princípio horizontal da percussão das notas abre espaço para a democracia das notas, tocadas cada uma a seu tempo.
When I¿m sixty-four é uma canção de amor que fala o que vamos fazer quando completarmos 64 anos. Quem vai tratar de você quando perder seus cabelos, ter quilos de rugas e não conseguir andar? É inspirada na sonoridade das bandas dos anos 20.
A Day in The Life, uma música que começa com cristalino acorde de sol maior, traz John Lennon melancólico. Ele faz sua leitura das notícias de jornal. A música já foi tema de filmes, inspirou roteiros e peças teatrais.
A capa traz imagens de 70 pessoas famosas. Estão lá Bob Dylan, Sigmund Freud, Aleister Crowley, Stan Laurel e Oliver Hardy, Marilyn Monroe, dentre outros. É tema constante de interpretações, dando espaço para a defesa da polissemia no design gráfico dos anos 70. As atuais discussões sobre o disco caminham para a teoria de que Hitler e Jesus Cristo foram incluídos na polêmica capa.
Frank Zappa parodiou a capa de Sgt Pepper¿s com seu disco We¿re Only in It for the Money. Tradução: Estamos nisso apenas pelo dinheiro. Os Beatles encararam numa boa a paródia e crítica. Ainda não responderam se estão mesmo nisso apenas pelo dinheiro.
Um pé no Oriente
O disco mescla a experiência da música Ocidental com a Oriental sem deixar cicatrizes antropológicas. É mais uma demonstração de agressão ao gosto do público mediano do que estudo antropológico do colonizador metido a besta. Orquestrações sinfônicas, escalas hindus, trechos tocados ao contrário, releituras rítmicas do rock e jazz paralisam qualquer tentativa de interpretação da cultura jovem daqueles tempos.
Pepper¿s marca o fim da beatlemania e o começo da música jovem moderna. Inspirados na vanguarda, os próprios integrantes da banda (John-Paul-George-Ringo) resolveram matar aquela antiga fábrica de fazer dinheiro.
O fato principal desse disco é seu frescor: mesmo hoje, trinta anos depois, ele é ainda um lançamento, um modelo de pensamento para o futuro polissêmico, desterritorializado e móvel. Talvez seja um dos discos menos tocados dos Beatles pelos tentáculos da indústria cultural. Tevês e rádios ignoraram músicas do álbum, pois a banda estava realmente décadas à frente. Era pedir demais aos DJs e marqueteiros da EMI.
Disco está no topo Há três anos, a revista Rolling Stone sacramentou o que se discute nas rodas de música: Sgt. Pepper¿s está no topo da lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Em termos práticos, o disco cumpriu seu papel. Beatles venceram quatro estatuetas do Grammy e arrebataram o prêmio de melhor disco daquele ano.
A canção Lucy in the Sky with Diamonds desperta ainda hoje discursos polêmicos. Acusada de ser referência explícita ao uso de LSD, a música é uma mistura de valsa, em compasso ternário, e rock clássico. O ritmo 4/4 é usado para o refrão, enquanto a lisergia recobre o trecho em lá maior.
O desenho melódico do baixo ¿ composto por um McCartney cada vez mais virtuose ¿ conduz a sonoridade em círculos, voltas harmônicas, como se a música fosse uma ode ao rodopio simbólico e imagético dos agudos e graves no pentagrama de fá.
A letra é uma odisséia homérica de alguém que deixou o sistema límbico governar o resto do cérebro: ¿Imagine-se em um barco num rio/ Com árvores de tangerina e céus de marmelada/ Alguém lhe chama, você responde lentamente/ Uma garota com olhos de caleidoscópio/ Flores de celofane amarelas e verdes crescendo por sobre sua cabeça.¿
Qual banda da atualidade vai encarar tamanha insanidade poética? Foo Fighters? The Strokes? Radiohead? White Stripes? Daqui a 40 anos, vamos ver quem se habilita.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:54 AM
Sexta-feira, Março 09, 2007
ESSE DISCO É UM DOS MEUS PREFERIDOS
DOOLITLLE - PIXIES....
Gouge Away
Pixies
Composição: Indisponível
Gouge away
you can gouge away
stay all day
if you want to
missy aggravation
some sacred questions
you stroke my locks
some marijuana
if you got some
gouge away
you can gouge away
stay all day
if you want to
sleeping on your belly
you break my arms
you spoon my eyes
been rubbing a bad charm
with holy fingers
gouge away
you can gouge away
stay all day
if you want to
chained to the pillars
a 3-day party
i break the walls
and kill us all
with holy fingers
gouge away
you can gouge away
stay all day
if you want to
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:49 PM
Quinta-feira, Março 08, 2007
Olha isso: PM prende mãe suspeita de pôr filho em forno. (fonte: Site Terra - Notícias).
Direto de Belo Horizonte.
A Polícia Militar de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, prendeu na madrugada desta quinta-feira uma mulher suspeita de ter matado o próprio filho recém-nascido. Ela teria colocado a criança dentro de um forno.
Segundo a PM, Viviana Jaqueline de Souza, 26 anos, teria tido o bebê sozinha por volta das 22h da noite passada no banheiro da casa onde mora, no bairro Ravena.
Após o parto, ela teria colocado a criança dentro de um saco plástico, depois em uma caixa de papelão e, por último, dentro de um forno. Pela madrugada, Viviana passou mal e foi levada pela família para o Hospital Odilon Behrens. Os médicos constataram que ela havia tido um bebê e avisaram a família para que procurasse a criança.
No início da manhã de hoje, o recém-nascido foi encontrado já morto dentro do forno. A família contou à polícia que Viviane escondeu a gravidez.
Depois de receber atendimento médico, a mãe será levada para a delegacia de Sabará, onde irá prestar depoimento.
Redação Terra
Eu tenho duas filhas uma de 5 anos e outra de 1 ano e 8 meses, quando nao estou no serviço, fico cuidando delas pra dar um descanso pra minha esposa Flávia, umas das minhas maiores preocupações é quanto ao fogão, agora, queria entender até aonde vai a cabeça de uma pessoa doente feito essa. Que essa criança encontre no paraíso se ele existir, todo o amor que ela deveria ter aqui na terra
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:43 PM
Terça-feira, Março 06, 2007
TEMA: THE STOOGES
Referência: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL9272-7085-843,00.html
Eu não tenho cisma em ouvir um disco de uma banda que eu sou apaixonado, tipo SEX PISTOLS, os prórpios STOOGES,
eu sei que vou gostar do que eles vão demonstrar através das músicas, porque sempre concordei com o que meus
artistas preferidos pensam e falam e com o STOOGES nao seria diferente. Compre muitos, pra você dar de presente
pra todos os seus amigos.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:56 PM
SEJA FEIA MAS NÃO SEJA RIDÍCULA
Quando agente olha um grupo de mulheres de longe os olhos já começam a perceber quem são as
mais arrumadas e não da muito destaque as mais cansadas, como quem não quer nada o cara
consegue chegar próximo e fica dando uma de peixe morto pra sacar o sistema do mulherio, ai é
que a coisa começa a ficar sinistra porque as feiosas são as que mais falam e as que mais fazem coisas
bizarras pra chamar atenção de quem esta por perto, mas ate aí tudo bem, elas podem mijar e rebolar em
cima que ninguém tem nada com isso e além do mais vão servir de palhaças pra o pessoal mangar.
A irritação começa quando rola uma abordagem repentina, sempre a feia é a que fala merda e bota
queixo querendo ser massa e valorizando mais ainda sua feiúra, isso deve ser algum tipo de proteção
que as mulheres fracas de feição tem inconscientemente dentro de si que faz com que elas não
consigam aceitar que são feias quando alguém chega por perto, acho que elas so aceitam que são feias
enquanto estão em frente ao espelho ou raspando os cabelo das axilas.
Por isso as mulheres feias devem saber se comportar melhor, como também só falar quando alguém perguntar
alguma coisa e só se mexer quando alguém estiver precisando de um garfo pra torar o tira gosto e de dar uma lavada
em um copo ou coisa assim. Já perceberam que as mulheres feias quando tão afim de um macho sempre chama
o cara pra sair com as amigas bunitonas pra encher os olhos do mané, a primeira tática que elas usam é a de
tentar deixar o cara mamado pra poder avançar em cima e descolar umas beiçadas e ate um bucho pra rolar o
casamento. Por isso se você ver uma mulher feia tome muito cuidado, elas são capazes dos mais perversos
atos para ter o que quer.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:41 PM
"Nossas dádivas são traidoras
e nos fazem perder
o bem que poderíamos
conquistar, se não
fosse o medo de tentar."
WILLIAM SHAKESPEARE
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:37 PM