FILOSOFIA BARATA

....sem essa, são só idéias jogadas que formam uma linha de raciocínio.



Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ.

“Onde os Fracos Não Têm Vez”, Joel e Ethan Coen – Cotação 5/5
Os geniais irmãos Coen retornam ao universo da criminalidade (que rendeu a obra-prima “Fargo”, de 1996) neste que é o melhor filme da dupla desde “O Homem Que Não Estava Lá”, de 2001. Adaptado do livro “Onde os Velhos Não Tem Vez”, de Corman McCarthy, “Onde os Fracos Não Têm Vez” traz todos os elementos de um bom filme dos Coen: é denso, violento, mas com ótimas passagens de humor em meio a tempestade de drama. Se passa no oeste norte-americano, perto da fronteira com o México, mas não é um western. É mais um retrato desiludido da sociedade moderna travestido de filme de ação. Apesar do xerife, apesar da caçada de gato e rato, apesar das manchas de sangue no tapete.

Um ex-combatente do Vietnã encontra um cenário surpreendente no meio do deserto: várias camionetes paradas e chumbadas de balas de diversos calibres, corpos por todos os lados, e um carregamento de cocaína abandonado. Apenas uma pessoa viva (por poucas horas) que só sabe pedir água… em mexicano. Poucos metros dali, um morto com uma maleta com 2 milhões de dólares. Ele leva a maleta, mas sabe que o dono virá atrás. O dono não vem, mas manda alguém: Anton Chigurh (em uma atuação que tem que render uma indicação ao Oscar para Javier Bardem; nota atualizada do editor: rendeu a indicação e vai lhe render o Oscar) é um assassino psicótico sem senso de humor, sem piedade, sem o mínimo de dúvida sobre sua missão: matar. Quando surge em cena, Chigurh faz o espectador tremer.

Começa, então, uma perseguição que deixará um rastro de corpos para trás enquanto disserta sobre a loucura que virou a vida no mundo moderno. Um xerife, em certo momento, comenta com outro: “Eu nunca achei que fosse estar vivo para ver meninos com cabelos azuis e argolas no nariz”. O outro (interpretado por Tommy Lee Jones), mais experiente, apenas meneia a cabeça. Mais tarde irá comentar com seu ajudante enquanto lê o jornal de manhã: “Dois homens alugavam quartos para velhos. Eles matavam os velhinhos e enterravam no próprio quintal. Antes, torturavam. Os vizinhos só foram perceber algo diferente qual um velhinho conseguiu fugir com uma coleira de cachorro para a rua. Só por isso. Matar e enterrar no quintal não chamava a atenção”. O ajudante ri da história (e leva todo o cinema a fazer o mesmo), mas pede desculpas em seguida. O xerife completa: “Tudo bem, eu também dou as minhas risadas”. Que mundo é esse que vivemos mesmo, caro leitor?

Essa terra de ninguém filmada pelos irmãos Coen ganha proporções assustadoras em uma cena capital de “Onde os Fracos Não Têm Vez”: no balcão de um posto de gasolina, nosso matador frio, inconseqüente e sem o mínimo de pudores quanto a apertar o gatilho de uma espingarda calibre doze com silenciador (ou de sua “companheira” pouco usual) pergunta ao velho dono do estabelecimento qual o total de sua conta. O velho faz um gracejo, mas não se faz um gracejo com Chigurh. Porém, como ele iria saber?

Como podemos saber se a pessoa que se senta ao nosso lado no ônibus é um assassino, a nossa metade ou sei lá o que? Como podemos saber se o cara que nos ameaçou no trânsito após uma barbeiragem ou aquele que encanou que você cantou a namorada dele tem uma pistola 9 milímetros em seu porta-luvas? Como saber o limite da loucura humana quando jovens atacam em bando e matam uma pessoa por não terem conseguido um desconto de 20 centavos? Não temos como saber. E isso é tremendamente assustador, vamos combinar.

“Onde os Fracos Não Têm Vez” recoloca os irmãos Coen na linha após uma série de filmes medianos que estavam maculando uma carreira prodigiosa. De mensagem pessimista, este ensaio sobre a criminalidade, violência gratuita e a natureza humana ilumina – com uma lanterna – uma pequena centelha da vastidão do universo, e não podemos esperar mais do que isso de uma obra cinematográfica. Poucos conseguem fazer rir enquanto destroços do mundo caem sobre nossos ombros. Poucos conseguem contar uma história tão bem contada e tão cheia de detalhes. Os irmãos Coen jogam pás de cal sobre a fé do público no mundo moderno num filme em que o desamassar do papel laminado de um bombom causa calafrios. Sensacional.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 7:51 AM





SOBRE GOIÁS E VILA NOVA (24/02/08)

Torcidas violentas

As emoções tão inerentes aos esportes devem ser liberadas como uma torrente de alegria e nunca se tornarem pretexto de manifestações de violência, como as que assustaram a platéia que, domingo, assistiu ao clássico Goiás e Vila Nova.

Esta semana se iniciou, em Goiânia, com o ressoar de uma polêmica a respeito de como conter a violência e restabelecer a segurança nos estádios, com a Polícia Militar pedindo a extinção das torcidas que se convencionou designar de organizadas.

Certamente que, em uma democracia, a iniciativa de organizar torcidas não pode ser impedida. O direito de torcer não pode ser cerceado, mas a democracia exige que cada um respeite os direitos dos outros. Os tumultos causados por torcidas organizadas têm desrespeitado o direito de todos os outros que vão assistir ao espetáculo esportivo e querem se sentir em segurança.

Confrontos entre torcidas organizadas colocam em risco a integridade física e mesmo a vida dos que se encontram nos estádios com o sentimento de paz no coração. Vale dizer: as torcidas organizadas vão ter de se enquadrar e assim estarão protegendo a própria imagem, pois, quando se tornam agressivas, bárbaras até, tornam-se não apenas temidas, como também indesejáveis.

No dia 29 de maio de 1985, a decisão da Copa dos Campeões da Europa colocou em campo, em Bruxelas, na Bélgica, o Juventus, de Torino, e o Liverpool, da Inglaterra. Os hoolings, temíveis e violentos torcedores, provocaram tumulto que causou tragédia: 39 torcedores morreram e centenas ficaram feridos.

Não é exagero mencionar esse exemplo que enlutou o futebol, pois confronto entre torcidas começam de uma forma e não se sabe como vai terminar. O pânico provocado pela violência se encarrega de gerar uma loucura coletiva, como aconteceu há 23 anos na Bélgica. Não se pode ser tolerante com este gênero de violência.





postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 7:50 AM



Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

BALANÇO

"Um balanço do que aconteceu neste último ano dá uma excelente idéia sobre a real disposição de parlamentares e governantes para combater a corrupção que infelicita o país"
• A CPI dos Correios completou seu primeiro aniversário de encerramento na semana passada. Há um ano, a CPI divulgava um relatório com quase 1.900 páginas e enumerava uma série de providências destinadas a combater a roubalheira com o dinheiro público – e, quem sabe, evitar que o país voltasse a conviver com mensalões e mensaleiros. Um balanço do que aconteceu neste último ano dá uma excelente idéia sobre a real disposição de parlamentares e governantes para combater a corrupção que tanto infelicita o país:

• A CPI propôs a criação de um sistema nacional de combate à corrupção, que deveria ser integrado por quinze órgãos do governo, do Congresso e do Ministério Público. Seria como uma tropa de choque especializada para farejar permanentemente suspeitas de desvio de dinheiro público em todo o território nacional. A idéia não saiu do papel.

• O Coaf, órgão que hoje fiscaliza as movimentações financeiras no país, deveria ser transformado numa agência nacional. Com isso, teria seus próprios recursos e ganharia maior autonomia em relação ao governo federal. Deixaria de ficar perseguindo caseiros, por exemplo. Nada foi feito.

• Em seu relatório final, a CPI tocou na origem do mensalão: pediu que os 25.000 cargos de confiança no governo federal, que são preenchidos na base da disputa política e germinam boa parte do desvio de recursos públicos, fossem reduzidos em 75% ao fim de dois anos. Exigiu medida semelhante nos outros poderes. Passado um ano, tudo continua como antes. Ou melhor: algumas estimativas indicam que o número de cargos no governo federal aumentou um pouco.

• Das dezessete medidas legais sugeridas pela CPI, apenas uma foi aprovada até hoje. Trata-se de uma lei que procura melhorar a fiscalização sobre os fundos de previdência complementar, nos quais 14 milhões de brasileiros depositam suas economias para garantir uma aposentadoria mais confortável. Mas nem essa única medida entrou em vigor. Até agora, só foi aprovada pelo Senado. Aguarda votação na Câmara.

• Das dezenove autoridades governamentais que receberam o relatório da CPI para tomar as devidas providências, catorze não se deram ao trabalho nem de responder ao Congresso Nacional. Diante do descaso, há um mês, parlamentares que integraram a CPI deram um ultimato às autoridades. Elas tinham de prestar contas até 5 de abril. O dia 5 de abril caiu na quinta-feira passada, véspera de feriado nacional. Nenhum parlamentar estava em Brasília.

• Também há um ano, o procurador-geral da República divulgava uma peça arrasadora, com 136 páginas, denunciando quarenta envolvidos no escândalo do mensalão e dizendo com todas as letras que a cúpula do PT formara uma "sofisticada organização criminosa" que se especializara em "desviar dinheiro público e comprar apoio político". A denúncia chegou ao Supremo Tribunal Federal, mas, passado um ano, não se abriu um único processo criminal.


Eis como se combate a corrupção no Brasil.


(AndréPetry).

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:30 PM



Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

When you were young
The Killers
Composição: Brandon Flowers

You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes

He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young

Can we climb this mountain
I don't know
Higher now than ever before
I know we can make it if we take it slow
Let's take it easy
Easy now, watch it go

We're burning down the highway skyline
On the back of a hurricane that started turning
When you were young
When you were young

And sometimes you close your eyes and see the place where you Used to live
When you were young

They say the devil's water, it ain't so sweet
You don't have to drink right now
But you can dip your feet
Every once in a little while

You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes

He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
When you were young

I said he doesn't look a thing like Jesus
He doesn't look a thing like Jesus
But more than you'll ever know


postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:29 PM



When You Were Young (tradução)
The Killers

Quando Você Era Jovem

Você senta lá com toda a sua angústia
Esperando algum cara bonito
Para te salvar do seu jeito antigo
Você brinca com o perdão
Preste atenção agora - aqui ele vem

Ele não parece nem um pouco com Jesus
Mas ele fala que nem um cavalheiro
Do jeito que você imaginou quando era jovem

Podemos escalar essa montanha?
Eu não sei
Mais alta do que nunca
Eu sei que podemos fazer isso se formos devagar
Vamos devagar
Devagar agora, veja ir

Estamos queimando abaixo do horizonte da linha do céu
Na parte traseira do giro do furacão que começou a entrar em erupção
Quando você era jovem
Quando você era jovem

E às vezes você fecha seus olhos e vê o lugar
onde você morava
Quando você era jovem

Eles falam que a água do demonio, não é tão doce assim,
Você não tem que bebê-la agora
Mas você pode molhar seu pé
Um pouco toda hora

Você senta lá com toda a sua angústia
Esperando algum cara bonito
Para te salvar do seu jeito antigo
Você brinca com o perdão
Preste atenção agora - aqui ele vem

Eu disse que ele não parece nem um pouco com Jesus
Ele não parece nem um pouco com Jesus
Mas mais do que você irá saber


postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:27 PM



Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Entre coletâneas de A sides (sucessos), B sides (raridades) e álbuns ao vivo, Morrissey soma sete discos (este “Greatest Hits” incluso) em uma discografia solo que totaliza apenas oito álbuns. Isto posto, não deixa de soar picaretagem do velho bardo dos Smiths impingir ao fã mais uma seleção de seus maiores sucessos, mesmo que o grosso do repertório seja retirado de seus últimos dois álbuns (que serviram para apresenta-lo a um público maior do que aquele que Morrissey vivenciou quando cantava ao lado de Johnny Marr) e lembrando que tanto “Everyday Is Like Sunday” quanto “Suedehead” já apareceram em uma coletânea do velho Mozz três vezes cada uma!!!

A imprensa gringa alerta que o cantor estava sem dinheiro para gravar o novo disco, e por isso decidiu lançar mais uma coletânea de sucessos, o que soa ainda mais picareta. “You Are The Quarry” (2004) e “Ringleader Of The Tormentors” (2006) venderam juntos aproximadamente 2 milhões de exemplares, e mesmo que Morrissey tivesse gastado sua fortuna comprando edições raras de livros de Oscar Wilde, alguns trocados iriam sobrar para enfurnar sua banda em um estúdio qualquer e lançar mais um grande álbum de inéditas. E olha que estou deixando de lado os shows “sold out” que o bardo vem amontoando pelo caminho. Dinheiro não deve ser problema para Stephen Patrick Morrissey, vamos combinar.

No entanto, apesar da picaretagem, o homem sabe muito bem como satisfazer seu público, e isso é inegável. As artimanhas de “Greatest Hits” são poderosas. Ao tracking list de 15 canções (quatro de “You Are The Quarry”, quatro de “Ringleader Of The Tormentors”, mais “Redondo Beach” – cover de Patti Smith retirada do ao vivo “Live At Ears Court” – e as inevitáveis “Everyday Is Like Sunday”, “Suedehead” e “The More You Ignore Me, The Closer I Get”), Morrissey apresenta duas poderosas canções inéditas, e inclui em uma versão luxuosa do álbum um CD bônus com oito canções gravadas ao vivo no Hollywood Bowl, em Los Angeles, em agosto de 2007. Mais: nas três diferentes versões do novo single “That’s How People Grow Up” surgem mais faixas ao vivo (entre elas, “The Boy With The Thorn In His Side” ao vivo em Omaha).

As faixas ao vivo são aquilo de sempre: uma banda afiada, grandes canções e o vocal de Morrissey cantando como se estivesse distribuindo filetes de seu coração partido para um público apaixonado. “The Last Of The Famous International Playboys” (que abre o CD bônus da coletânea) aparece em uma versão arrasadora. “The National From Disco” surge inferior à demolidora versão do álbum “Beethoven Was Deaf”. Antes de uma linda versão de “Let Me Kiss You” ele agradece – humildemente – ao público que superlotou os mais de 17 mil lugares do lendário Hollywood Bowl para vê-lo após 15 anos sem pisar naquele palco. O CD bônus ainda traz versões acachapantes de “I Will See You in Far Off Places”, “Life is a Pigsty” (duas das melhores canções de “Ringleader Of The Tormentors”) “Irish Blood, English Heart” e “First of the Gang to Die”.

A cereja no bolo, porém, são as duas faixas inéditas. “All You Need Is Me” é rápida e suja, com um baixo carregado de distorção disputando a atenção com a voz de Morrissey. Na letra, o bardo desfila uma relação de amor e ódio cujo verso final resume tudo: “Você não gosta de mim, mas você me ama / De qualquer forma você está enganado / Você vai sentir saudades quando eu tiver ido embora”. Morrissey é especialista em retratar o amor doentio. “Você revira os olhos para o céu / Zomba horrorizado, Mas continua aqui / Tudo o que você precisa sou eu // Há tanta destruição por todo o mundo / E tudo o que você consegue fazer é / Reclamar de mim // Você bate a cabeça contra a parede / E diz estar farto de tudo / E ainda assim, permanece / Tudo o que você precisa sou eu”. Cruel como só Morrissey consegue ser.

Comparada com o vasto acervo de canções arrebatadoras de Morrissey, “All You Need Is Me” é bem mediana, e fica ainda mais apagada se comparada ao poderoso single “That’s How People Grow Up”. Um vocal feminino fantasmagórico abre a canção. As guitarras são sujas e o baixo acompanha. Quando a voz de Morrissey entra, ela mastiga as palavras com delicadeza e estica o “loooove” no final das frases com muito charme. O refrão é pop e grandioso com um teclado fazendo a cama para que a melodia vocal deite-se e sorria enquanto espeta: “É assim que as pessoas crescem, yeah, é assim que as pessoas crescem”. Só por essa música, “Greatest Hits” (apesar da picaretagem) merece uma segunda chance, um olhar menos punitivo. Morrissey deve estar rindo enquanto bebe mais uma cerveja direto da lata. Ele conseguiu, mais uma vez, dobrar o coração de seus fãs, colocá-lo no bolso como um lenço de papel e deixar ali para quando tiver necessidade de enxugar o suor do rosto. Poucos conseguem fazer isso tão bem. Poucos;

A letra de “That’s How People Grow Up”, uma das melhores de Morrissey nos últimos anos, você pode ler abaixo. A edição especial de “Greatest Hits” não tem previsão de lançamento no Brasil.

“É Assim Que As Pessoas Crescem”

Eu estava desperdiçando meu tempo
Tentando me apaixonar
A decepção veio até mim e me chutou
Me encheu de hematomas e me feriu

Mas é assim que as pessoas crescem
É assim que as pessoas crescem

Eu estava desperdiçando meu tempo
Procurando por amor
Alguém deve olhar para mim
E ver que há alguém dos seus sonhos

Eu estava desperdiçando meu tempo
Esperando por amor
Pelo amor que nunca vem
De alguém que não existe

É assim que as pessoas crescem
É assim que as pessoas crescem

Me deixe viver antes que eu morra
Oh, eu não, a mim não

Eu estava desperdiçando minha vida
Pensando o tempo todo sobre mim mesmo
Alguém em seu leito de morte disse:
“Existem outros infortúnios também”

Eu estava dirigindo meu carro
Eu bati e quebrei minha coluna
Então, sim, há coisas piores na vida
Do que nunca ser o querido de alguém

É assim que as pessoas crescem
É assim que as pessoas crescem

Quanto a mim, tudo bem
Por enquanto, de qualquer maneira

“Greatest Hits Deluxe Edition”, Morrissey (Phantom Sound & Vision)
Preço: R$ 60 (importado)

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:00 AM



Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

O CORINGA MORREU

Foi tudo muito, muito estranho. Havia algo de irreal na situação. Havia não, ainda há, não passou. Pela manhã, fazendo minha visita diária à banca de jornais, a revista, com uma curiosa e bizarra figura na capa, me chamou atenção. Era ele, borrado de maquiagem branca e vermelha, com a sobrancelha erguida, um ar de loucura, de deboche, de desafio. Irreconhecível. Uau! À noite, no cinema, me encontro com ele novamente, no trailer do filme onde promete roubar todas as cenas do herói, ser o cara. Me animo. Lamento pelo filme só sair em julho. Quando chego em casa, um último encontro. A manchete, virtual, estampada no site de notícias: "Morre o ator Heath Ledger". Só pode ser uma pegadinha, penso incrédulo. Algum hacker gaiato plantou essa página no meu computador... Ou é sonho. Vai ver ainda estou lá babando na poltrona do cinema, dormindo no meio do filme ruim. Mas não, não era pegadinha. Não, não era sonho. Confesso, fiquei chocado.

Não nego. Nunca fui fã do ator australiano. Gostei de alguns de seus filmes, mas a maioria me passou indiferente, exceção para "O Segredo de Brokeback Mountain", filme excelente, corajoso, sensível. Mas ainda assim acho que sua atuação como um caubói gay e enrustido foi supervalorizada pela mídia. Chamá-lo de novo Marlon Brando é um absurdo colossal. Mas não dá pra negar que o ator sabia o que queria, mesmo inexperiente e em filmes ruins havia a centelha da busca. Ledger tinha fome. Fome de bons papéis, fome de fazer bem feito, fome de ser bom, excelente. Fome ansiosa. Vi pouco e gostei muito do novo Batman. Sua encarnação do Coringa é no mínimo perturbadora. E o filme nem estreou ainda... esquisito isso... é como se o tempo tivesse enlouquecido de repente. A película ainda nem ganhou a luz das telas e o ator não está mais aqui... parece uma brincadeira de mal gosto... uma última piada do Coringa...

Exemplos de astros de cinema que partem cedo há aos montes: James Dean, River Phoenix... mas é impossível não lembrar de Brandon Lee, morto enquanto filmava "O Corvo", filme que o consagraria mundialmente. E há semelhanças, muitas. Ator, personagem. Fama, morte, arte. O Coringa, o roqueiro Eric Draven. Dois personagens derradeiros, nascido dos quadrinhos, feito de sombras, insanos, palhaços sinistros, rostos pintados, alvos como a morte, sorrisos macabros... Ambos atores caídos no auge do sucesso. Arte, morte, fama. Talvez o sarcasmo um tanto idiota de Jack Nicholson ao saber da morte de Ledger talvez não fosse de todo gratuito, há um pouco de bom senso nas palavras nada sutis do velho Jack, um pouco de intimidade com a loucura ("Eu o avisei!" disse Nicholson "Não me chamaram para fazer o Coringa... Só eu sei como fazê-lo").

Até um ator medíocre como eu mesmo fui um dia sabe que emprestar corpo e alma a um personagem não é passear em um jardim de magnólias. Às vezes dói, às vezes pesa, quando o ator vai fundo então... Peter O´Toole que o diga. Depois de filmar "Lawrence da Arábia" por mais de dois anos o ator irlandês nunca mais foi o mesmo, viver tanto tempo na pele de um personagem tão complexo o levou a uma catarse de autodestruição que por pouco não abreviou sua vida e sua carreira. O poeta Drummond dizia que o grande problema do artista é organizar sua loucura. Talvez nunca saibamos até onde a arte ia na vida de Heath Ledger, o jovem ator disse mais de uma vez que desde que começou a interpretar o alucinado Coringa não conseguia mais dormir. Será que Headger não foi fundo demais? Arte, vida. Vida, arte. Onde começa uma e termina a outra? Perguntas, que vão permanecer sem resposta.

Numa entrevista para a revista TRIP, o ator Selton Mello confessou já ter pensado em suicídio. Quando perguntado por que, o ator foi na veia da questão: "é uma forma de se eternizar, de se imortalizar...". É aquela velha história, a morte eterniza a juventude e o talento. Ninguém consegue imaginar Marilyn Monroe cravejada de rugas fazendo o papel de avó do Leonardo DiCaprio, nem Bob Marley cantando reggae de muletas. Mas me contradigo, faço questão de renegar a cultura da morte, a necrofilia da arte. Isso de encarar a morte como fonte da juventude é muito bonito, muito poético, porém, é uma grande besteira. No final das contas é só uma forma de encontrarmos algum consolo frente ao inevitável, alguma utilidade inútil em se morrer jovem. O que todo mundo quer mesmo é segurar a vida com os dentes e não soltar. Morrer é sempre baixo-astral (cacete, o cara só tinha 28 anos... menos do que eu e muitos dos leitores deste site tem agora...). Há outras maneiras de se tornar imortal. Um filho, um livro, uma árvore... Envelhecer também faz parte da vida. Até por que, quem quer ser um imortal morto?

Independente se Heath Ledger se matou, se foi uma overdose acidental, se tinha o coração fraco, se foi afetado por seu último personagem... enfim... isso não vem ao caso... Independente de qualquer coisa o que vai ficar é sua legenda incompleta. Ele sempre vai ser a grande promessa não cumprida. Ele sempre será o herói atrapalhado de "Coração de Cavaleiro", o idealista que se sacrifica em "O Patriota", o caubói indicado ao Oscar de "O Segredo de Brokeback Mountain", o novo Marlon Brando e provavelmente o melhor vilão que os filmes de super-heróis já tiveram. Ele sempre será isso tudo e mais aquilo que poderia ter sido. Para o bem ou para o mal, assim nascem os mitos.



postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:44 PM



Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008


“Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson - Cotação 5/5

Quando você estiver preparando-se para adentrar a sala de cinema para assistir a “Sangue Negro”, quinto longa do cineasta Paul Thomas Anderson, faça uma limpeza em sua memória e esqueça todo e qualquer filme que você tenha visto nos últimos meses. Na verdade, o ideal é que você entre na sala encarando “Sangue Negro” como o primeiro filme de sua vida, e todos os demais a partir de então soaram menores, incompletos, mero entretenimento para os olhos enquanto seus dentes mastigam pipoca aguardando o final provável em que o mocinho se dá bem.

Peço esse exame de consciência, pois acredito que poucos dos leitores que visitam este espaço puderam assistir a filmes clássicos dentro de uma sala de cinema. Uma coisa é você ver “Laranja Mecânica” na sala de sua casa, e mesmo que você tenha um senhor home theater, nunca conseguirá chegar perto – um milésimo que seja – da experiência que foi, para o público, ter assistido ao filme em uma sala escura, na época de seu lançamento. Outros filmes clássicos concorrem a tal avaliação, mas quantos filmes definitivos tivemos nos últimos 20 anos?

Arrisco-me a citar um: “Magnólia”. Outro: “Sangue Negro”. Oito anos separam o primeiro do segundo, e o que aconteceu com o mundo neste tempo? Muita coisa, mas vou citar apenas três, as três relacionadas aos Estados Unidos da América: houve um violento atentado ás Torres Gêmeas, mais uma guerra manchando de sangue as páginas de História e uma reeleição forjada. Três fatos correlacionados que permitem imaginar que, mesmo sendo muito otimista, o mundo não melhorou absolutamente nada nestes oito anos. Pode-se até dizer o contrário.

“Magnólia” era uma obra que exaltava o perdão, mas o perdão só surgia na tela após o espectador estar fustigado até a alma pela culpa dos personagens que observava. Isso era oito anos atrás. Agora, não há perdão. Não há perdão em “Sangue Negro”. Nem uma chuva de sapos poderia salvar o personagem Daniel Plainview, porém, a grande “piada” proposta por Upton Sinclair – autor do livro “Oil” (que serve de base para o roteiro) – e comprada por Paul Thomas Anderson é: Daniel Plainview não precisa do perdão. A parcela católica do mundo afundada no exercício da culpa nunca irá conseguir entender isso, mas não tem jeito, nem todo mundo precisa do perdão divino.

Daniel Plainview (Daniel Day Lewis excepcional) é um mineirador em busca de fortuna e poder. A seqüência inicial de “Sangue Negro” – de fotografia belíssima e praticamente nenhum som fora o da introdução gótica e épica que abre o filme de forma acachapante – exibe um homem de personalidade forte, que não se deixa abater por ninguém e por nenhuma adversidade. Ela procura por pedras preciosas e elas saem de cena quando o petróleo começa a brotar do solo pátrio. Plainview passa a ser um explorador voraz e um negociante impiedoso que oferece seus serviços como se estivesse oferecendo ajuda e faz tudo o que precisa ser feito para ter aquilo que queria em suas mãos.

Melhor frisar a última frase do parágrafo anterior: Plainview faz tudo o que precisa ser feito para ter aquilo que quer em suas mãos. Tudo. “Sangue Negro” foge do padrão pré-fabricado dos roteiros hollywoodianos: não há grandes reviravoltas na história, mas sim um crescendo mortífero que joga o espectador nos braços de Daniel Plainview, e ele só o solta na arrepiante, grandiosa, épica e sensacional cena final, não a toa, a grande cena de todo o filme. Até lá você terá que suportar e entender (se for possível) o que move nosso homem: o prazer pela competição, o ódio contra tudo e todos (todos!) e o desejo de isolamento total e completo.

Não há charme, nem sedução. Não há paz, nem perdão. Haverá petróleo. Haverá sangue. Negro e vermelho. Haverá dinheiro. Daniel Plainview personifica o predador e com ele – parodiando outra obra de arte no cinema em 2007 – os fracos não têm vez. Como pode se esperar de uma pessoa tão destrutiva, o grande foco de destruição é ele mesmo, e o trecho final reitera essa premissa. Tanto que após todo o desenlace da trama, a sensação de vazio é algo tão forte que poderia engolir o mundo. Duas vezes. Sem charme, nem sedução. Não há nenhuma atração em “Sangue Negro” além do inevitável prazer cinematográfico, porém, a dualidade insiste em questionar: porque sofremos tanto? Provavelmente – uma resposta vazia, como o filme – sofremos para aprender, mas tudo isso é ralo demais, escapa pelos dedos com oxigênio, como sangue e petróleo.

É impossível imaginar um próximo passo para Paul Thomas Anderson. “Sangue Negro” é um cinema tão perfeito em seus detalhes que suscita a clássica pergunta: o que fazer após atingir a perfeição? Essa resposta fica em segundo plano no momento já que “There Will Be Blood” (titulo original do filme) chega aos cinemas brasileiros na próxima sexta-feira, e o agora é mais urgente que o futuro. Você tem alguns dias para limpar o cache de sua memória e dedicar-se completamente ao filme, à trilha estupenda do Radiohead Jonny Greenwood, à atuação espetacular de Daniel Day Lewis e ao ótimo Paul Dano (que interpreta um jovem pastor em uma nova Igreja). Sobretudo, você tem tempo para imaginar – antes de ver o filme – que “Sangue Negro” está em outro patamar de cinema, alguns degraus acima da média comum que preenche as salas de exibição: o das obras-primas. Isso talvez faça o filme descer mais fácil… mas não impede o gosto amargo nos lábios de nossa alma.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:22 AM



Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008



“Juno”, de Jason Reitman – cotação 3,8/5

Juno MacGuff tem 16 anos. Não se engane pelo nome: Juno é uma menina (na mitologia grega, Juno era a mulher de Zeus). Uma menina estranha para os padrões “normais” (reforçando: entre aspas) da sociedade: ela gosta de Stooges, Patti Smith e Mott The Hoople (artistas que surgiram em média 16 anos antes dela ter nascido) enquanto as paradas de sucesso apontam Britney Spears, Spice Girls e Garth Brooks; já teve uma banda com alguns amigos da escola; usa camisetas largadas enquanto sua melhor amiga brinca de cheerleader; e está grávida.

Ok, gravidez adolescente não é algo tão estranho assim; se fosse, a discussão em torno do aborto não seria tão grande quanto é. Discussões a parte, a gravidez adolescente já rendeu comédias fofas como “Mais ou Menos Grávida”, em que a ruivinha Molly Ringwald engravida do namorado e a visita da cegonha bagunça os planos do jovem casal, mas tudo acaba bem. O tema também rende filmes densos e pesados como o recente “4 Meses, 3 Semanas, 2 dias”, em que a opção pelo aborto e todo desenrolar da história ficará marcado eternamente na memória de uma adolescente grávida e sua melhor amiga.

Porém, embora suscitem verossimilhança, tanto a ruivinha que fica grávida, casa com o namorado, sofre, mas se dá bem (com o filho e o marido) no final quanto a romena que faz o traumático aborto auxiliada pela amiga parecem menores diante do tratamento ao tema realizado por “Juno”. Os méritos são vários. O roteiro da ex-strip-teaser Brooke Busey (que assina como Diablo Cody) é esperto o bastante para não cair em clichês; a direção correta de Jason Reitman (que parece ter gosto por temas tabus; Reitman estreou com o genial “Obrigado por Fumar”) desenha personagens comuns vivendo situações comuns; a trilha assinada Kimya Dawson dá aquele sotaque indie adolescente ao filme; e, por fim, Ellen Page encanta e conquista com sua atuação consagradora.

O roteiro foge do óbvio partindo de uma nova premissa: Juno sabe que não tem estrutura nenhuma para criar um filho, porém não tem nenhuma coragem de encarar um aborto (a cena no hospital, em que a atendente a oferece camisinhas com gosto de amora, é impagável). A saída: encontrar um casal que tope adotar o bebê. Com essa idéia em mente, Junto e sua melhor amiga saem à procura do casal perfeito. A direção de Reitman insere cores à trama (perceba a profusão de cores no cartaz; o filme é exatamente assim). Em sua busca pelas situações comuns, Jason Reitman quase não erra em “Juno”. Uma cena capital mostra bem isso: na hora que Juno vai contar ao pai sobre a gravidez, a forma com que ele e a madrasta reagem é totalmente provável. Lembre-se: ele deu o nome de Juno á filha. O diálogo depois que a filha deixa a sala é impagável.

- Você achava que era isso? – pergunta o pai para a madrasta;
- Eu achei que ela estivesse viciada em drogas… – diz a madrasta.

A trilha de Kimya Dawson (de enorme sucesso nos EUA) une Cat Power, Belle and Sebastian e Moldy Peaches com Velvet Underground, Buddy Holly e Sonic Youth (representado por “Superstar”, versão para o original dos Carpenters). O filme respira música, e há até um certo excesso de canções na trama, embora um dos grandes momentos da história resida em uma tirada sensacional – raivosa e certeira – de Juno com relação ao Sonic Youth. Por fim, a estrela Ellen Page. Ela tem apenas 20 anos, atua desde os 10, e conseguiu com Juno criar um personagem tão cativante que é quase impossível não se apaixonar por ele. Ellen Page brilha e faz todos os demais atores circularem ao seu redor. Mais: é extremamente convincente nas cenas em que carrega uma barriga falsa de oito meses (note em seu caminhar), o que torna realmente merecida sua indicação ao Oscar.

Roteiro esperto, direção correta, trilha sonora certeira e uma atriz encantadora: com esses quatro ingredientes, “Juno” vem arrebatando corações, vendendo centenas de milhares de CDs e conquistando nas bilheterias mais de 15 vezes aquilo que custou (US$ 7,5 milhões de custo, US$ 113 milhões nas bilheterias até a semana passada), e por mais que a histeria, as cifras milionárias e suas quatro indicações ao Oscar possam transformar a película em um hype nos cinemas abarrotados de bobagens sem conteúdo, Juno (precocemente madura e exageradamente espirituosa – tal qual os personagens da série Dawsons Creek, lembra?) é a personagem carismática do grande filme indie da temporada: fofo, estranho e charmoso. Quer saber: Juno está certa. Sonic Youth é barulho. Mesmo.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:29 PM



Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008






e censusaram o carro do holocausto né.....


Eu acho que não deviam censurar nem minhas amigas ai de cima e nem o carro. NADA DE CENSURA. Hipócritas.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:23 PM



Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008




Indícios de crime praticado por policiais militares do 13º BPM é apurado pela Corregedoria
Desvio de conduta de agentes e divulgação de fotos com "conteúdo obsceno" são investigado pela cúpula da Polícia Militar. Resultado do processo é divulgado hoje.

Moacir Cunha Neto
Da Editora de Cidades

A Corregedoria da Polícia Militar de Goiás (PM-GO) investiga desde o dia 24 a participação de dois militares, lotados no 13º Batalhão de Polícia Militar (região noroeste da Capital), na produção e divulgação de fotos com "conteúdo obsceno". Foi instaurado inquérito policial presidido pelo major Pedro Castelões, que hoje deve apresentar a conclusão do processo. Pesa sobre os policiais acusação de desvio do exercício da função pública, sendo que devem ser exonerados do cargo, podendo ser punidos por crime militar com base nos indícios já apresentados.

Nas fotos, que foram distribuídas por meio da internet, os militares aparecem ao lado de uma mulher seminua. De acordo com o corregedor-substituto, coronel Carlos Antônio Elias, pesam ainda acusações como deixar de cumprir ou de fazer cumprir normas regulamentares na esfera da atribuição da corporação e abandonar o serviço para o qual os soldados tenham sido designados.

Os militares são acusados ainda de trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção, em qualquer serviço ou instrução e afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição legal ou ordem. Além disso, eles podem ser punidos por espalhar boatos ou notícias tendenciosas e introduzir, divulgar ou distribuir, individualmente ou para o público, em área militar ou na circunscrição, estampas ou publicações escritas, faladas e televisadas que atentem contra a disciplina, hierarquia ou moral.

Lembra que os militares podem ter incorrido na prática de atos como publicar fatos, documentos ou assuntos da Polícia Militar (eles aparecem fardados, ao lado da mulher e do carro policial) que possam concorrer para o desprestígio da corporação ou que firam a disciplina ou a segurança. O regimento da PM estipula ainda que o militar não deve ofender a moral, seja por atos, gestos ou palavras.

"Eles devem ser punidos e expulsos da corporação, como forma de manter limpo o nome da polícia", ressalta. A corregedoria informa que existe contra eles denúncia de crime de extorsão, por exigirem dinheiro de um motorista. A PM reforça o compromisso com a ética no cumprimento do dever militar.


Fonte: Diário da Manhã

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 10:58 AM




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