....sem essa, são só idéias jogadas que formam uma linha de raciocínio.
Segunda-feira, Abril 28, 2008
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 10:01 AM
YOU CROSS MY PATH - THE CHARLATANS (2008)
Os ingleses do The Charlatans parecem ter resolvido mesmo recuperar a boa reputação. Com “You Cross My Path”, o recém-lançado álbum, o grupo resgata o que fez de melhor ao longo de seus quase 20 anos de carreira e deixa de lado as idéias e erros de “Simpatico”, de 2006.
O clima britpop está de volta com tudo, como o The Charlatans sempre soube fazer tão bem. Nada de Reggae aqui, apenas melodias simples e melancólicas, sobre bases um tanto quanto oitentistas que variam entre o Pop e o alternativo.
Mas para provar que não está eternamente preso ao passado, Tim Burgess e companhia colocaram o álbum na internet de graça, na íntegra para ser baixado. Isso, pelo menos, até o disco chegar nas lojas, no dia 11 de maio.
A faixa-título e “Vanity”, foram as duas escolhidas como ‘single’ e, embora, representem bem o The Charlatans, não são as melhores do repertório. “Mis-takes”, “Bad Days” e “A Day For Letting Go” são os grandes destaques. No final, a boa “This is the End”, que pode tocar tranqüilamente em qualquer clube alternativo.
“You Cross My Path” é um álbum digno dos The Charlatans, e que fará a alegria dos fãs, principalmente os mais antigos. Não é por acaso que em apenas uma semana o disco teve mais de 30 mil downloads somente na Inglaterra.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:58 AM
Segunda-feira, Abril 14, 2008
Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, (Duluth, 24 de maio de 1941) é um cantor e compositor americano.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapolis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, "Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, “The Freewhellin' Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit "Blowin' In The Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto", embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de "cantor de protesto". Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela "rainha" folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum "The Times They Are-A-Changing" (1964) apenas consolidou esta posição.
Mas logo Dylan mudou de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo. As questões sócio-políticas de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã, injustiça social, cedem espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, vagabundos errantes, liberdade pessoal, viagens oníricas e surrealistas, embaladas pela influência da poesia beat. Esta transição se dá entre 1964 e 1966, quando Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock. Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock'roll na adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos elétricos desde os anos 50. O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção. Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público (mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk), tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos (John Lennon que o diga) e lançando os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: "Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outras, lançadas em seus álbuns mais inspirados: "Bringing It All Back Home" e "Highway 61 Revisited" de 1965 e o duplo "Blonde on Blonde", de 1966.
Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968. Em seu retorno, supreendeu público e crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para as paradas. Limitando-se a apresentações esporádicas, das quais a mais importante foi sua participação no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1969, além de sua participação no Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison em 1971, Dylan só voltaria a realizar turnês em 1974. (Wikipedia)
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 3:36 PM
Quinta-feira, Abril 10, 2008
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 12:11 PM
BOB DYLAN - HIGHWAY 61
Existem albuns bons. Existem albuns clássicos. Existem albuns excepcionais, que não são clássicos.
E existem albuns icônicos.
Highway 61 é um album icônico, e não é o único da carreira do Dylan. Junto com Blonde on Blonde, este album ajudou a definir a sonoridade de uma geração - e fez mais pela música contemporânea que qualquer coisa que os Beatles jamais sonharam em fazer.
O album abre com Like a Rolling Stone, e todo o resto seria irrelevante, se o resto não fosse tão bom quanto ( ou melhor). Tombstone blue é uma das músicas mais divertidas do Dylan, com o clássico:
Mama’s in the fact’ry
She ain’t got no shoes
Daddy’s in the alley
He’s lookin’ for the fuse
I’m in the streets
With the tombstone blues
Depois disso, é It takes a lot to laugh, it takes a train to cry. Seguida de From a Buick 6. Ambas músicas ajudaram a formar o que seria o standard para o rock dali para frente, a primeira como uma balada, a segunda como um tremendo duma porrada do lado da orelha.
Finalmente, temos Ballad of a Thin Man, que deveria ser o hino de guerra contra o liberal acomodado norte-americano que fica lendo T.S.Elliot enquanto a mulher tem um caso com o encanador. Queen Jane Approximately é a segunda parte de Like a Rolling Stone, permitam-me demonstrar:
Now when all of the flower ladies want back what they have lent you
And the smell of their roses does not remain
And all of your children start to resent you
Won’t you come see me, Queen Jane?
Segue a maluquice bíblica de Highway 61 revisited, que deve ter influenciado desde Neil Young até The Mars Volta, passando por White Stripes, PJ Harvey e Television. A última música, com seus 12 minutos, é Desolation Row, e tem dylanófilos discutindo o que significa a letra até hoje - ainda que provavelmente não signifique merda nenhuma .
O album é indispensável para quem gosta de rock, e é mais importante que, bem, qualquer coisa que os Beatles tenham feito - embora, é claro, tenha vendido muito menos. Highway 61, junto com o Blonde on Blonde, é o ponto alto do rock na década de 60, e dá o tom para o que vem depois dele. Case in point: Patti Smith, Television, Stones-na-fase-vamos-matar-sua-mãe; Beatles-quando-ficaram-políticos; Neil Young; The Band; Caetano Veloso; Mutantes;
Need I say more?
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 12:11 PM
Terça-feira, Abril 01, 2008
Muse
A melhor das bandas que copiam o Radioehad
O som de um belo piano invade a sala. Sobre ele, uma voz angustiada parece que vai ter seu coração partido a qualquer momento. A primeira coisa que vem à cabeça é Radiohead. Será que eles voltaram a fazer rock??? Não, por enquanto, mas um de seus vários discípulos acaba de chegar ao segundo álbum: o Muse.
Depois do estrondoso sucesso do primeiro álbum, Showbizz, o trio de moleques que descobriu o rock através de "Nevermind" do Nirvana e "The Bends" do Radiohead está de volta com Origin Of Symmetry, um álbum pesado e dolorido. A comparação com o Radiohead é inevitável. Matthew Bellamy, o vocalista, parece um clone de Thom Yorke e, às vezes, parece querer ser mais Thom Yorke do que o próprio. No máximo, consegue ser um Fran Healy (vocalista do Travis) à beira do suicídio.
Mesmo assim, em um ano em que o rock parece dar voltas em torno de si mesmo, é louvável que três moleques pisem nos pedais de distorção e façam o maior barulho possível.
Os moleques começaram bem moleques. Com 13 anos já faziam barulho sob a alcunha de Gothic Plague. O trio chegou a mudar o nome da banda mais duas vezes até chegar ao curto e direto Muse.
A banda inglesa surgiu influenciada pelo rock americano do Smashing Pumpkins e do Nirvana e não tava nem aí para tudo o que a dobradinha Blur/Oasis fazia (nas paradas e fora delas). A única coisa que chamou a atenção de Matthew Bellamy, Chris Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria) no velho mundo foi "The Bends" do Radiohead.
Os dois primeiros EPs da banda arrancaram suspiros da crítica britânica e receberam um aliado de peso: John Leckie, o cara que havia produzido "The Bends". Leckie não se fez de rogado e entrou em estúdio com o trio. O resultado foi o multi-platinado Showbizz, o álbum que o Radiohead ficou devendo após o estouro com "The Bends" (eles preferiram fazer história com o sensacional "Ok Computer").
Origin Of Symmetry, o novo álbum, não muda nada na receita Muse de sucesso. As guitarras continuam altas e barulhentas, a voz de Matthew continua chorosa e gritada e eles continuam como um sub-Radiohead (impossível não traçar o paralelo Silverchair/Pearl Jam), síndrome que dificilmente vão conseguir abandonar.
Isso tudo quer dizer que Origin Of Symmetry é ruim? De forma alguma. A banda é derivativa, mas faz um barulho dos diabos, perfeito para se ouvir no último volume, o que já arranca sorrisos do rosto do freguês.
postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:06 AM