FILOSOFIA BARATA

....sem essa, são só idéias jogadas que formam uma linha de raciocínio.



Sexta-feira, Maio 30, 2008

Mesmo tendo pontos de vista contrários, neste exato momento, para mim e para o Sr. Ian, o quarteto de Brighton, The Kooks, é pop. É bem provável que um dia ela deixe de ser para McCulloch, mas tenho a plena certeza de que sempre que for me referir ao Kooks, vou ter a palavra "pop" prestes a ser teclada. "Konk", segundo álbum do grupo, é pop pegajoso, "catchy" como estão apelidando os britânicos, canções que você ouve uma vez e fica assoviando a melodia o dia inteiro.

Se na ótima estréia, "Inside In/Inside Out" (2006), o som do grupo aspirava o pop perfeito expirando reminiscências de Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, Blur, Clash, Smiths, Strokes, Oasis e até Police, em "Konk" o grupo tira do baú os velhos discos do The Kinks, dá uma polida nos riffs limpos de guitarra e faz um álbum homenagem ao britpop que poderia correr o risco de soar desnecessário, datado e tolo se não fosse inspirado, espertamente pop e cuidadosamente produzido.

Um riff de guitarra abre o disco. O vocalista e guitarista Luke Pritchard mastiga a letra sobre o riff enquanto dá pistas do seu jeito de olhar o mundo: "Eu vejo o sol subindo / E você só o vê cair, cair cair". As guitarras engrossam a introdução da love song "Always Where I Need To Be", que tem até "do do do do" no refrão e marcação de palminhas na bateria. "Mr. Maker" é levada ao violão e tem um q de Beatles no refrão. "Do You Wanna" tem bateria marcada, guitarras sujonas por baixo e climão Franz Ferdinand.

Violão e guitarra abrem "Love It All", que soa piegas e se tocar em rádio será uma praga. O baixo sujão introduz "Stormy Weather", que ali pelo meio volta a ser uma canção tipicamente Kooks. "Sway" e "Gap" começam simplesinhas, e ficam grandiosas no refrão. "Shine On" destaca o órgão enquanto "Down To The Market" é mais pop com guitarras. "One Last Time", "Tick Of Time" e a faixa escondida "All Over Town" fecham o álbum em clima calmo (a segunda é quase uma faixa demo). Uma edição especial, dupla, acrescenta mais nove faixas ao disco.

Ser ou não ser pop é algo que tortura nove entre dez músicos, boa parte deles perdido no purgatório do mercado, no meio do caminho entre a fama, o culto e a lama. Em "Konk", o Kooks parece querer fazer música pelo simples prazer de tocar apresentando um punhado de pop songs ensolaradas que não acrescentam nada na história da música, mas que podem e devem ser assoviadas muitas manhãs por todos aqueles que acreditam que uma boa música pode salvar o dia. Eis aqui várias candidatas ao posto. Divirta-se.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 7:56 AM



Quinta-feira, Maio 29, 2008

NADA DEMAIS - SOU FÃ DELA. DEMAIS

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:06 AM



Macacos movem braço mecânico apenas com a força do pensamento
Feito é mais um passo rumo a próteses que funcionam sob comando cerebral.
Animal conseguiu se alimentar controlando membro falso como se fosse seu.

Um macaco conseguiu se alimentar com líquidos sozinho, controlando os movimentos de seu braço sem derrubar nada. O que é tão especial? O braço do animal era, na verdade, uma prótese mecânica, movida única e exclusivamente por sinais cerebrais. O feito é mais um passo da ciência rumo a próteses para seres humanos que possam ser controladas pelo cérebro, como um membro normal.

O objetivo principal, segundo o autor do estudo, é desenvolver uma prótese que possa ser usada por pessoas com paralisia total. Isso pode ajudar pessoas com doenças neurológicas, como a esclerose lateral amiotrófica, ou com lesões na medula espinhal.



Os macacos do laboratório conseguiram, apenas com a mente, mover um braço mecânico para se alimentarem, enquanto seus próprios braços estavam presos. Segundo os pesquisadores, os animais passam a considerar a prótese uma parte de seu próprio corpo.

Para conseguir isso, os cientistas mapearam e "gravaram" os sinais cerebrais usados pelos animais na hora de se movimentar. Depois, ligaram eletrodos na cabeça dos bichos e ensinaram o computador a interpretar esses sinais para movimentar o braço.

O trabalho desenvolvido por Andrew Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, foi apresentado na revista “Nature”.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:03 AM



Terça-feira, Maio 27, 2008

GAROTAS QUE DIZEM NI
Mistérios insondáveis da humanidade
Há um punhado de coisas sobre a vida e o mundo que vão além de minha pobre compreensão.

Por que, Deus, por quê…

… todo mecânico tem nome no aumentativo?

… em todo filme do Bruce Willis, ele foi deixado pela mulher?

… todo endereço de web que você “chuta”, botando a palavra-chave depois do www e antes do ponto-com, cai em sites pornôs, de transportadoras ou de cabelereiros (!!!) - este último, caso de www.matrix.com?

… tem gente que pronucia o U em "questão" - geralmente as mesmas pessoas que fazem símbolos de aspas com os dedos, ao falar?

… ainda toca Van Halen na rádio?

… o Capital Inicial, a Daniela Mercury e a Fernanda Abreu vendem tantos discos?

… nove entre 10 psicopatas têm como livro de cabeceira "O Apanhador no Campo de Centeio"?

Aguardo explicações.


postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 1:11 PM



CRASH - NO LIMITE.

Você pensa que conhece a si mesmo. Você não faz idéia". Essa é uma das frases de divulgação do sensacional Crash - No Limite, um filme que necessita de apenas 113 minutos para provar o quanto cada um de nós nos desconhecemos profundamente. Crash é a estréia na direção de Paul Haggis, que tem no currículo uma indicação ao Oscar pelo majestoso roteiro de Menina de Ouro, de Clint Eastwood, o filme mais triste dos últimos tempos. Porém, o que é tristeza no filme de Eastwood, no filme de Haggis é aterrorizantemente real. Crash poderia muito bem se chamar Magnólia II, tamanha as semelhanças com o filme de Paul Thomas Anderson, um dos melhores filmes dos últimos dez anos, no mínimo.

Na verdade, é só a estrutura de Crash e Magnólia que é praticamente idêntica. Troque a famosa chuva de sapos por neve caindo, Aimee Mann por Bird York e o tema central (o perdão em um, o autoconhecimento no outro) e cá estamos novamente à frente de um grande filme. Crash - No Limite é uma porrada sem dó no estômago movida a base de grandes clichês (como a vida). Cuidado. Muitos se assustam quando descobrem o quão pouco se conhecem. Ponto pra Sandra Bullock, que queria tanto fazer parte do elenco que pagou ela própria sua passagem de avião para se dirigir ao set de filmagens. O pequeno microcosmo de Los Angeles via Crash ainda conta com Don Cheadle, Ryan Phillippe, Brendan Fraser, Thandie Newton e Matt Dillon, todos em atuações impecáveis.

A idéia do filme surgiu de um quase trágico acontecimento real. Há quase dois anos, o diretor Paul Haggis foi vítima de um seqüestro-relâmpago em Los Angeles. Com uma arma encostada na cabeça, o então diretor de televisão e sua mulher rodaram durante horas pela cidade antes de serem soltos. Haggis reconstrói o episódio no filme, e discute de forma brilhante o racismo - contra negros, hispânicos, orientais - que ficou ainda mais forte nos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001. Tudo em Crash vai e volta. Em uma cena, vemos uma atendente de plano de saúde - negra - negando uma assinatura para um rapaz, um policial racista cujo pai está sofrendo muito com infecção urinária. O motivo da negação da assinatura é a atitude racista do rapaz. Na cena que fecha o filme, a mesma atendente tem seu carro atingido no trânsito. Ela deixa o veiculo, vê que o homem que saiu do carro é oriental e solta: "Como você faz uma coisa dessas? Você nem é americano!". Crash é o racismo visto por todos lados.

Mas mais do que racismo, o filme de Paul Haggis discute o quão pouco nos conhecemos. Você seria capaz de matar alguém? Não? Mesmo que isso lhe custasse a vida? Mesmo que isso custasse a vida do seu irmão, do seu filho, da sua mãe? Você reagiria contra um policial valentão que, com a arma na cintura, desliza os dedos pelo corpo de sua mulher durante uma revista exatamente na sua frente? Não? Mesmo com sua mulher chorando e pedindo para que você faça algo? É melhor um "covarde" vivo do que um valentão morto? Bem, como diria outro, cada caso é um caso. Crash exibe com crueza vários casos que movimentam o microcosmo de Los Angeles. Chega a sufocar o espectador com seu ritmo direto e suas pequenas histórias.

No núcleo central de Crash convivem um senador (Brendan Fraser) e sua esposa dondoca (Sandra Bullock), recém assaltados por hispânicos; um chaveiro (Michael Pena), um policial racista (Matt Dillon) com seu jovem parceiro (Ryan Phillippe) transpirando honestidade; dois negros assaltantes; um agente policial (Don Cheadle) cujo irmão é ladrão e a mãe é doente; um produtor de TV e sua esposa; e uma família persa que é confundida como árabe, entre muitos outros temas secundários, como tráfico de pessoas e venda de armas. A vida de todos estes personagens se cruza no dia-a-dia de Los Angeles entre acidentes de carro, assaltos e doses generosas de realidade. Não há protagonistas principais. Em Crash, todas as histórias têm peso igual de importância, o que confere ao filme uma forte unidade e coerência.

Com um orçamento baixíssimo para os padrões hollywoodianos (US$ 6,5 milhões), Paul Haggis conseguiu criar um grande filme, que vasculha os mistérios da personalidade de forma impar, mapeia o sentimento de terror em que a vive a sociedade norte-americana nos dias de hoje, discute racismo sem soar piegas ou demagogo, e ainda consegue mostrar lirismo em uma pequena cena, em que um pai conta uma história para sua filha de forma tocante, transformando a passagem em um dos momentos mais belos do cinema recente. Um filme para se ver duas vezes... ou mais.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 8:20 AM



Quarta-feira, Maio 21, 2008



Último trabalho do genial Joe Satriani foi lançado em CD e também em uma edição internacional limitada de CD + DVD Bônus (com 3 músicas ao vivo e “making of” do álbum).

Em diversos momentos em faixas como em “Musterion”, o álbum apresenta composições que lembram as presentes em “Not of This Earth”, seu 1º álbum, que trazem bateria simples e bem reta, harmonia interessante e um fraseado inspirado e riquíssimo.

A faixa “I Just Wanna Rock” parece um hino ao rock’n’roll. Satch usa bastante Talk Box e frases marcantes dentro do estilo blues-rock. É uma musica na categoria de “Crowd Chant” do Super Colossal.

Eu pulo a “Crowd Chant” no CD player e logo pularei a “I Just Wanna Rock” também, apesar de ser menos monótona e mais rica. Esse tipo de música funciona melhor ao vivo, pois conta com o público cantando junto, entretanto em estúdio não me agrada.

Em “Andalusia”, Joe nos remete à Espanha com uma belíssima composição tocada em boa parte no violão (introdução), antes de entrar com a guitarra com drive em uma progressão razoavelmente “espanholada”.

“Professor Satchafunklius” tem um groove meio funk e é recheada de scratches, glissandos e outras técnicas de guitarra que Joe domina tão bem. “Diddle-Y-A-Doo-Dat” entra na mesma categoria, mas é mais empolgante.

Há boas baladas muito bem montadas, cheias do feeling que apenas Satch consegue, como “Out of the Sunrise” em que usa sutilmente os efeitos de fuzz e whammy, e que de repente cai de forma excelente numa levada reggae.

“Come on Baby”, é outra balada bastante melódica e com abundância de agradáveis frases bluesy. “Revelation” tem um riff muito interessante e lindíssimos solos dignos dos momentos mais inspirados de Satriani. Minhas favoritas são “Revelation”, “Out of the Sunrise”, “Musterion” e “Andalusia”.

É um ótimo álbum de um guitarrista que popularizou o rock instrumental com seu fraseado único, quase cantado, que permanece incrivelmente talentoso e com perfeição técnica. Não creio ser equivalente a seus trabalhos mais espetaculares como “Surfing with the Alien”, “The Extremist” ou “Flying in a Blue Dream”, mas é seguramente de qualidade próxima. Em julho / agosto desse ano poderemos conferir o Professor Satchafunklius ao vivo nas cinco apresentações já marcadas no Brasil.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:48 AM



Quarta-feira, Maio 14, 2008

BLOCO DO EU SOZINHO
recordar é qualquer coisa entre o viver e a letargia. mas a que outro sintoma estaria eu condenado se o meu quadro clínico acusa que a minha mente não arrumou as malas, despediu-se do corpo e persistiu na inesquecível viagem? eu odeio não ter controle da situação, odeio alimentar-me dessas síncopes em doses diárias.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 9:25 AM



Sexta-feira, Maio 09, 2008

KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKKAKAKAKAKAKAKAKAKAK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:50 AM



postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:50 AM



postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:49 AM




...ALGUMAS COISAS MUITO ESQUISITAS QUE EU NUNCA ENTENDI, MAS QUE SÃO MUITO ENGRAÇADAS, porém muito horríveis:
1. Quando uma pessoa diz: - É BOM PRA CARALHO (?????), bom pra caralho?, isso é bom ?, só se for pra viado........tem uns que falam; É BOM PRA CARAI!......ou seja, consegue ficar pior ainda.
2. Outro exemplo, É DO CACETE!. Bom eu pelo menos, se alguém fala que é do cacete, eu quero distância dessa pessoa. Porque simplesmente não fala que é uma coisa boa, legal. Tem que falar que é do CARALHO, DO CACETE, DO CARAI.....!.
3. É “NÓIS” NA FITA!. (?????????????????). que fita?, será que toda gíria tem que ser idiota, e ainda por cima escrita de maneira errada?
4. É massa! (?), massa?!!!!.......de que?, o que seria essa massa?.....massa de que...?
5. O - È MASSA!, equivale ao - Da hora!......o da hora seria tipo: É o momento agora!.
6. E quando falam: EU TO FUDIDO!, TÁ TUDO FUDIDO!. Será que precisa comentar essas frase????..acho que não. Ah calma ai, esqueci do É FODA!. Ou ainda É FODA PRA CARALHO! (nossa, essa é uma junção terrível, talvez a pior de todas).
7. E ainda tem o “CARACAS”. Será que alguém sabe que CARACAS é a capital da VENEZUELA?????......., porque fizeram com que CARACAS virasse uma variação do já famaso CARALHO (carai pra alguns).
8. Olha essa, VOCÊ CAGOU NO MEU PAU!. O que dizer sobre isso?, essa é quase campeã né....(ou não?).
9. – ESTOU CAGANDO MOLE. Seria algo do tipo: Não estou nem aí. Cagando mole? Arghhhhhh!
10. TÔ DE BOA!...... não seria mais fácil, mais bonito, sei lá, dizer estou bem!. (????).
Tem muito mais, no momento eu não lembro, quando lembrar eu coloco aqui, se alguém ler isso e lembrar de mais, por favor nos mostre.

postado por: <$HENRYQUE DYAS$> 11:47 AM




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